Resenha Kindle Paperwhite Amazon

24 de fevereiro de 2017

     Oie, gente tudo bem? Já faz algum tempo que eu venho desejando comprar um e-reader pra facilitar a minha vida e anos que eu venho pesquisando, aguardando promoções, mas não tive sorte por enquanto. Ano passado deixei de aproveitar a promoção da Amazon na Bienal, que estava com um desconto de cem reais, por já ter gastado com a viagem (primeira que eu fiz ao evento) e então dei prioridade aos livros físicos. Mais tarde, na Black Friday, o desconto não foi tão bom e meu cartão de crédito ainda não tinha virado então fui deixando até que: comprei. Ou ganhei. Vou explicar melhor. 
    Apesar da possibilidade de dividir em suaves parcelas, eu não teria condições de arcar com o valor total do e-reader sozinha por causa da matrícula da faculdade, lista de materiais e uniformes pra comprar e mais algumas outras coisas. Então como o namorado ainda não tinha me dado presente de natal (porque ele não sabia o que dar e eu não sabia o que queria ganhar) nós decidimos dividir o custo, na verdade ele mesmo deu a ideia. Ele arcou com metade do valor e eu a outra metade, que eu só vou conseguir pagar pois vendi meu violão pra isso (sacrifícios, né?), mas no final tudo deu certo e finalmente posso fazer um post pra vocês contando o que eu achei dessa maravilha na minha vida. 
    Eu adoro ler livros físicos, adoro mesmo, cheirar as páginas; virá-las; ficar admirando ele na estante e tudo mais. Porém como eu não sabia se conseguiria manter as parcerias com as Editoras e que teria que arcar com muita coisa na faculdade, meu futuro era certo: não poderia comprar tantos livros este ano. Até porque minha mãe promete me deixar de castigo toda vez que eu compro um livro sem ter lido os vários outros da minha estante, mas além do entretenimento o Kindle pode me ajudar a ler os vários livros da faculdade (caríssimos) que eu não tenho condições de comprar também, afinal, nem sempre a gente usa o livro todo, na maioria das vezes estudamos apenas alguns capítulos dele. 
    Outra vantagem de ter um e-reader é que ele é levíssimo pra carregar na bolsa e do tamanho de uma caneta, cabe em praticamente qualquer bolsa minha e eu posso levar pra todos os lugares sem desconforto nenhum. O contrário de um livro físico que além de fazer peso na tua bolsa, pode amassar as folhas; criar orelhas e não é tão prático de se ler num local público como por exemplo a sala de espera/fila do banco, porque quando você é chamada tem que fechar tudo correndo e guardar, correndo o risco de perder a página que estava. Enquanto com o Kindle você só precisa apertar um botão e ele entra na tela de descanso, deixando tudo marcado pra quando você puder voltar a ler. 
    Além da tela de descanso, de ser leve e caber em qualquer lugar, o Kindle gasta muito pouca bateria. Já tem um mês que estou com ele e só tive de carregar uma vez (porque ele não veio com a bateria completamente cheia e eu fiquei lendo por horas pra estreá-lo) e desde então a bateria ainda não chegou na metade. Ele vem com um cabo USB, pra carregá-lo e eu uso a caixinha (adaptador) do meu próprio celular, nem precisei comprar a original dele. 
   Mas o que eu realmente adorei e fiquei apaixonada é que você pode marcar as páginas quando quiser, usar uma espécie de marcador de textos pra destacar frases e citações e essas mesmas ficam todas salvas em uma pasta pra que você possa achá-las depois sem dificuldade alguma. 
A capacidade dele é enorme e cabe milhares de e-books que você pode comprar na loja da Amazon direto do seu dispositivo e também baixar por transferência (com o cabo), como se estivesse passando música pro teu celular, sem segredo nenhum.
     Não quis fazer um post sobre o dispositivo antes porque queria testar e experimentar ele por inteiro, aprender o que eu tivesse que aprender e vos digo: é muito fácil de mexer. A tela tem uma aparência de folha de verdade, a iluminação é ótima e se adapta ao ambiente em que você está e é perfeito pra ler a noite, que foi basicamente o motivo que me fez escolher este modelo e não o Novo Kindle comum: as luzes de LED que permitem que você leia no escuro sem sentir qualquer ardência ou desconforto durante a leitura. 
    Além de tudo de incrível que eu já falei, a minha geração do Kindle vem com um navegador experimental, onde você pode acessar alguns websites. Eu testei e achei bacana, mas depende muito da sua conexão com a internet pra que ele funcione bem, a minha no caso é a Wi-fi da minha casa, não comprei a versão com 3G porque a diferença no custo é absurda. E eu quase nem uso internet nele, mas numa hora de necessidade a gente sabe que tem essa função. 
     O Kindle também tem uma ligação com Twitter e Facebook, pra você postar diretamente dele alguma citação que tenha gostado e afins, mas não para uso completo da rede social. Além das ferramentas Construtor de Vocabulário, Listas de Leituras e Coleções. Não é um investimento barato, mas é um investimento, ou seja, em relação a custo e benefício compensa muito e realmente cumpre o que promete. Só me arrependo de não ter comprado antes, mas estou completamente apaixonada e mal posso esperar pra ler todos os livros que já adicionei na minha biblioteca. 

Você conhece Aurora Aksnes?

22 de fevereiro de 2017

Imagem: Reprodução

    Por essa vocês não esperavam, não é mesmo? É a primeira vez, eu acho, que trago uma indicação que não seja de livros, séries ou filmes, mas sim de uma cantora. Nunca fiz um post inteiro sobre música, apenas fiz algumas citações ao longo destes quase três anos de blog, mas nunca é tarde meus caros. Resolvi que terei menos censura em relação ao meu conteúdo a partir de agora, vou postar, claro que sem fugir muito do meu nicho, o que eu tiver vontade de postar. 
    O fato é que recentemente eu conheci Aurora Aksnes e é tão legal quando você encontra algo ou alguém na internet e gosta tanto que tem vontade de compartilhar com todos os seus amigos, que não poderia deixar de mostrar pra vocês. 
    Aurora é uma cantora e compositora Norueguesa, nasceu em 15 de Junho de 1996, tendo 20 anos completos (apesar da carinha de criança). No começo ela não tinha a ambição de fama com o seu trabalho, estava apenas encantada com o que era capaz de fazer e então sua mãe a aconselhou a usar suas composições apenas para ajudar as pessoas e no meio disso tudo um amigo dela (sempre tem um amigo, né?) postou uma de suas músicas num site de streaming da Noruega sem que ela soubesse e então começou a fazer sua história. 
     Em uma entrevista para o blog A Bit of Pop Music Aurora disse: 

"Para mim, as histórias são as coisas mais importantes. Eu quero que minhas músicas tenham algum significado. Eu espero que façam as pessoas sentirem algo, porque nós estamos, muitas vezes, com medo de chorar. Todos sempre dizem que estão bem, mas você não está sempre bem. Música o ajuda a entrar em contato com as suas próprias emoções."

    Aurora Aksnes já deixou bem claro que Björk e Bob Dylan são algumas de suas maiores influencias musicais e se espelha muito neles na hora de compor suas canções. Mas ela também é uma viciada em filmes e livros de fantasia assim como muitos de nós e adora Harry Potter, Senhor dos Anéis e Jogos Vorazes. Além de também ser uma dançarina e tanto, tendo feito Ballet, Jazz e Dança Contemporânea. Ou seja, é muito talento, né gente?

    Minhas músicas preferidas até agora são Running with the wolves, Warrior, Runaway e Murder Song, mas ela tem um repertório maravilhoso pra você adicionar às suas playlists. Fiquei apaixonada de imediato pelo seu trabalho, não só pela voz maravilhosa ou pelas músicas com as quais eu me identifiquei bastante, mas pela personalidade dela e a fotografia de cada clipe; a poesia por trás das letras e tudo mais. 
    Aurora tem um jeito único de se apresentar, o fato de que cada música dela é baseada em alguma experiência de seu passado (boa ou ruim) faz com que a carga emocional de cada performance seja tão intensa que você quase pode sentir o que ela sentiu ao compor quando você assiste um vídeo ou ouve uma de suas músicas. Claro que nem todos vão se identificar com ela da mesma forma que eu, nem todos vão gostar tanto assim das músicas e dicas, mas se alguém gostar por favor me diga nos comentários. Eu não vou deixar links de vídeos ou clipes pra vocês assistirem porque a minha intenção é ter deixado vocês todos muito curiosos para pesquisarem por si e entender melhor do que eu estou falando.

Dica de filme: Emelie

20 de fevereiro de 2017

    "Um casal quer ter uma noite romântica para comemorar seu aniversário de casamento, e para isso contratam uma babá para cuidar de seus filhos durante a grande noite. O problema é que Anna, aparentemente gentil e super carinhosa com as crianças, tem intenções macabras e perigosas para aquela noite."

Duração: 1h 22 min | Direção: Michael Thelin | Gênero: Suspense | Disponível na Netflix 

     Oie gente tudo bom? Comigo não muito, tive uns problemas sérios de saúde (que eu vou explicar em outro post) e basicamente isso me rendeu uma licença do trabalho, ou seja, não tenho outra escolha a não ser passar o dia na Netflix ou lendo livros. Final de semana o Mateus me deu algumas opções e escolhemos Emelie, um filme de suspense. Logo de cara eu fiquei na dúvida se ia ter estômago pra assistir ou não, mas o divertido é isso né? Porque se o filme te deixa enojado é sinal de que ele está, no mínimo, cumprindo seu objetivo. 
     A primeira reação que eu tive foi "Gente, isso só acontece em filme mesmo" porque jamais, em hipótese alguma, eu deixaria meus três filhos sozinhos com uma babá que eu nem sequer conheço pra comemorar o aniversário de casamento. Se não tivesse ninguém da família que pudesse ficar com eles, babá ou vizinha de confiança que eu já conhecesse por anos, eu cancelaria o compromisso e comemoraria mais tarde, numa outra oportunidade. Mas ok, engolindo este fato, vamos ao que eu achei do restante do filme. 
     Em alguns momentos me senti assistindo "Precisamos falar sobre Kevin" que se você ainda não assistiu precisa parar de ler este post neste exato momento e ir por o dever de casa em dia ok? Ok então. Fiquei de cara com o quão psicopata a personagem conseguia ser e o quão bem a atriz me convenceu disso. Quando você acha que ela já ultrapassou todos os limites possíveis, a babá consegue te deixar com mais repulsa ainda. 
     Apesar de cumprir sua tarefa e te deixar desgraçado da cabeça enquanto assiste, o filme pode ser um tanto confuso também. Eu mesma demorei pra ir juntando algumas peças e outras só fui entender no final do filme, que por sua vez me deixou muito desgostosa. Um tremendo filme de respeito, merecia um final um tanto melhor e mais sangrento. Com gotas de vingança se derramando através das lágrimas das vítimas. Porém, ainda sim eu gostei e dou nota 4 para o filme
      Portanto gente, recomendo muito à quem gosta do gênero, mas anotem a dica: não confiem em rostinhos bonitos que são aparentemente simpáticos. Principalmente pra cuidar dos seus filhos, gatos ou cachorros ok? 

Dica de filme: Easy A

3 de fevereiro de 2017


Duração: 1h 32 min | Direção: Will Gluck | Gênero: Comédia | Disponível na Netflix 

    Poucas pessoas ainda fazem parte do clube dos que nunca viram Easy A na vida, eu era uma das integrantes até semana passada então se você já viu esse filme me perdoe pelo atraso e se você ainda não viu saiba que não está sozinho, mas faça um esforço pra assistir. Foi uma escolha completamente aleatória num domingo cheio de tédio, mas que valeu muito à pena. 
   Olive (Emma Stone) é uma ótima aluna, tem pais maravilhosos e poucos amigos, na verdade apenas uma: Rhiannon (Alyson Michalka), mas Rhiannon vem de uma família com costumes um tanto peculiares, portanto, quando ela convida Olive pra jantar em sua casa a mesma inventa que terá um encontro e por isso não poderá comparecer. Pelo fato de serem melhores amigas, no dia seguinte Rhiannon quer saber em detalhes tudo o que houve no tal encontro e, principalmente, se Olive perdeu a virgindade. Olive, se sentindo pressionada e sem querer dizer a verdade, acaba "assumindo" que dormiu com um rapaz e inventa detalhes sórdidos que nunca aconteceram.
    A partir daí você pode imaginar que uma confusão clichê de sessão da tarde acontece, todos ficam sabendo dos boatos e Olive de repente é a nova bitch do colégio. Até aí ok, você acertou. O engraçado é a forma com que a personagem lida com a situação, fazendo uma limonada com os limões que lhe deram. Mas mentira tem perna curta, né gente? É óbvio que uma hora a situação sai fora do controle e se eu te contasse perderia a graça né, vocês precisam assistir. 
     Este foi o segundo filme em que Emma Stone atua ao qual eu assisti (sim, pasmem!) e eu adorei a atuação dela, fiquei de cara com o quão engraçada ela é e como é convincente também, o papel parecia ter sido feito sob medida pra ela e não é sempre que a gente pensa isso ao ver um filme. 
     Resumindo, o filme merece 5 estrelinhas porque eu gostei demais e recomendo à todos que estiverem procurando uma diversão depois daquele dia cansativo, ou quer ver algo curto depois da faculdade pra não perder muito tempo de sono. 

Resenha: Proibido, Tabitha Suzuma

1 de fevereiro de 2017

    "Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis. Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes. Eles são irmão e irmã. Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade."

Título: Proibido | Autora: Tabitha Suzuma | Editora: Valentina | Ano: 2014 | Páginas: 304 | Nota: 5/Favorito | Skoob

    Sabe quando você lê um livro e ele é tão envolvente que você não consegue simplesmente parar de ler? Você não quer que acabe, porque está gostando, mas quer descobrir logo o final. Você sonha com os personagens e quando está ocupado com os afazeres do dia, como trabalho e estudos, se pega pensando no que vai acontecer em seguida. Sabe quando o livro é tão intenso que você não faz ideia de como descreve-lo? Este é Proibido. 
   Já fazia algum tempo que eu não lia nada tão profundo assim, dediquei o final do ano as leituras mais leves e rápidas, mas este livro já estava na minha lista há mais tempo ainda e quando meu Kindle chegou ele foi o primeiro que eu escolhi pra ler. 
   A escrita de Thabita é deliciosa e de uma escolha de palavras surpreendente. Eu amei a forma como ela escreve, o fato de ter dividido os capítulos nas visões dos dois personagens principais, pois isso permite que tenhamos uma visão mais ampla do cenário todo. Além de que preciso mencionar a tamanha genialidade dela de escolher um tabu tão complexo e delicado pra ser o elemento X do livro, é muito criativo e instigante. Quando eu soube, através de uma resenha, que se tratava de um relacionamento incestuoso eu não pude deixar de querer fazer a leitura dele um só dia que veio a seguir porque a curiosidade que fica nas nossas cabeças é imensa. Do tipo como assim? É abuso ou é consensual? Será que eu tenho estômago pra ler algo assim? A resposta é: só lendo mesmo pra saber.
  Os personagens são muito bem construídos e se desenvolvem bastante durante o decorrer da história, o plano de fundo que a autora escolheu para justificar alguns acontecimentos também foram muito convincentes, ela soube vender muito bem o peixe dela sem deixar muitas pontas soltas.
   O final é avassalador, um dos mais tristes (senão o mais triste) que eu já li em toda a minha vida, porém não consigo imaginar as coisas acontecendo de outra maneira. Odiei a mãe dos personagens com todas as minhas forças, mas amei Maya, Lochan, Kit, Tiffin e Willa. Gostei muito do casal em si, mas durante quase o tempo todo tentei convencer a mim mesma de que eles eram um casal normal, pra tornar mais fácil a digestão de algumas cenas. Porém, contudo, todavia cedo a primeira estrelinha de favorito do ano para Proibido, que fechou o mês de Janeiro com chave de ouro pra mim. Uma ótima recomendação pra quem tem a cabeça aberta e é extremamente curioso como eu. 

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