A Ranha Vermelha, Victoria Aveyard

27 de março de 2017

"O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração."


Título: A Rainha Vermelha | Autora: Victoria Aveyard | Editora: Seguinte | Ano: 2015 | Páginas: 424 | Nota: 4/5 | Skoob

   Estou fascinada por essa leitura, geralmente prefiro livros mais "água com açúcar", portanto nem sempre os dramas e ações me conquistam, mas este livro não deixou nem um pouco a desejar, com romance, drama, guerras e SANGUE. A minha primeira impressão sobre, e que também vi muita gente concordando é que o livro parece um misto entre "A Seleção x Guerra dos Tronos x Jogos Vorazes". Portanto se você leu alguma dessas séries (e amou!) eu sugiro que você dedique um tempinho a "Rainha Vermelha".
   A historia se passa no ano 320 da Nova Era, na cidade de Norta. Onde é governada por uma Monarquia e a sociedade é divida em duas partes;
  • Os Vermelhos: que trata-se da população "comum" são manipulados e escravizados pelos Prateados e são extremamente pobres.
  • Os Prateados: que são ricos, possuem poderes mágicos e acreditam ser seres "superiores".

   Iremos conhecer a vida de Mare Barrow, uma vermelha que vive em um vilarejo chamado Palafitas, tem 17 anos e não possuí uma profissão sendo assim está condenada a ir para o exercito quando completar 18 anos, como seus 3 irmãos. Gisa sua irmã mais nova é uma aprendiz e trabalha como bordadeira e por isso está a salvo da Guerra (Uma disputa territorial entre Reino de Lakeland e o Reino de Norta, onde os vermelhos são obrigados a servir a vontade do Estado) para  poder ajudar a família sobreviver Mare passa os dias roubando, juntamente com seu único amigo, Kilorn um órfão. Até que um dia ela recebe a oportunidade de trabalhar no Palácio, para a família Real e é ai que começam todos os seus problemas, ela irá descobrir poderes que pensava nunca ser capaz de existirem e se envolvera na sangrenta Guerra para derrubar essa hierarquia e a opressão.
   É uma narrativa extremamente interessante e de fácil entendimento, minha única analise negativa é que a autora se perdeu um pouco ao retratar uma sociedade com grande poder tecnológico e em outros momentos como se os mesmo ainda vivessem na época das cavernas.
   Se você ainda tem alguma dúvida sobre o sucesso dessa Série, saiba que ele alcançou rapidamente o topo da lista de sucessos do NY Times em sua primeira semana de lançamento. Foi o primeiro livro da escritora Victoria Aveyard e já bombou. (Que mulher né manas.) A série contará com três livros subsequentes e dois a parte que trata-se de Contos. E para alegrar ainda mais o seu coraçãozinho, saiba que futuramente contaremos com uma Produção Cinematográfica.


Nunca Jamais parte dois, Colleen Hoover e Tarryn Fisher

24 de março de 2017

"A segunda parte do suspense romântico de tirar o fôlego “Nunca Jamais” Um garoto abre os olhos e sequer se lembra que seu nome é Silas. O telefone toca... “Encontrou ela?”, pergunta a voz do outro lado da linha. Quem é ela? Quem sou eu? Charlie se vê presa em um lugar parecido com quartos de hospital (ou de um manicômio). Também não se lembra de nada, nem sequer do próprio rosto. O tempo passa e ninguém vem salvá-la. Ela precisa escapar por conta própria. Aos poucos, os dois descobrem que vêm perdendo a memória em períodos cíclicos. E também que se amam imensamente. Numa corrida para descobrir a razão dos apagões em suas memórias, Silas e Charlie acabam descobrindo muito mais sobre si e os mistérios que envolvem suas famílias. Mas muito em breve vão esquecer tudo de novo. E precisam estar juntos para evitar o pior."

Título: Nunca Jamais parte dois | Autor: Colleen Hoover e Tarryn Fisher | Editora: Galera Record | Ano: 2017 | Páginas: 144 | Nota: 4 | Skoob

   Nunca Jamais teve seu primeiro volume lançado também pela Galera no ano passado, se você não conhece e nem sabe do que se trata te aconselho a ler a resenha clicando aqui para evitar spoilers do primeiro livro da trilogia. 
   Devo começar dizendo que ainda não entendi qual o propósito da história ter sido dividida em três livros quando eles são curtíssimos e a trama não é tão aprofundada assim. Os livros são bons, eu tenho gostado muito, mas acredito que se juntassem os três num livro só, mais completo e elaborado o resultado seria mais satisfatório ainda. 
   A segunda parte começa exatamente de onde a primeira parou: Charlie sumiu e tanto ela quanto Silas perderam a memória novamente, agora Silas precisa confiar em suas anotações pra entender que alguma coisa está errada e tentar encontrar Charlie. O problema é que ele nem ao menos sabe quem ele é. Não vou entrar muito em detalhes porque é muito difícil falar desse livro sem dar um spoiler.
   A narrativa é legal, mas sinto que as autoras não avançaram muita coisa do primeiro para o segundo volume, afinal, esse devia ter sido o objetivo: dar mais pistas ao leitor e evoluir a trama em pelo menos dois níveis. Mas os personagens não descobriram muito mais do que já sabiam sobre toda essa confusão, basicamente Silas passou o livro todo - que já é curtíssimo - procurando por Charlie. 
    O final também foi um vácuo, no momento em que tudo parece estar encaminhando, o livro acaba e nós ficamos mais uma vez sem saber de nada. O ar de mistério na trama toda é muito envolvente, os personagens são cativantes (principalmente o Silas) e eu torço muito por um final feliz. Gosto da proposta das autoras, acho a ideia muito interessante e definitivamente me encantei com tudo. A unica coisa que eu mudaria é a separação da história em três livros, como já disse lá encima. Ao meu ver este é o único problema e ponto negativo. Portanto, nota quatro. 

Rock Star, S.C Stephens

23 de março de 2017


"Ele é intenso, complicado e perigoso. Ele é demais! O único lugar onde Kellan Kyle sempre se sentiu em casa foi no centro de um palco. Tocando guitarra num bar escuro, ele consegue esquecer o passado doloroso. Nos últimos tempos a sua vida se resume em três coisas: música, seus companheiros de banda e intensos encontros sexuais. Até que uma mulher muda tudo... Kiera é o tipo de garota que Kellan jamais deveria desejar -- ela é inteligente, doce, e também a namorada do seu melhor amigo. Convencido de que nunca conseguirá merecer o amor dela, ele esconde a sua crescente atração... até que o coração atormentado de Kiera oferece a Kellan algumas pistas de que os sentimentos dele podem ser correspondidos. Agora, não importam as consequências, Kellan tem uma certeza: não vai deixar Kiera escapar sem lutar por ela. Em Intenso Demais, Kiera contou sua história. Agora é a sua vez ouvir a versão pela boca do “rock star” sexy que cativou fãs do mundo inteiro"

Título: Rock Star | Autora: A.C Stephens | Editora: Valentina | Ano: 2016  | Páginas: 512 | Nota: 4 | Skoob

Livro cedido pela editora para resenha

   Eu vivo fugindo de livros "hots", mas eles andam me cercando ultimamente, por todos os lados. Rock Star é o volume #1,5 da trilogia de mesmo nome. Como assim Thai? Calma que eu vou explicar: a trilogia é composta por Intenso Demais, Complicado Demais e Perigoso Demais. Rock Star conta a mesma história narrada em Intenso Demais, primeiro livro, porém no ponto de vista de Kellan desta vez. Deu pra entender? Eu mesma não li a trilogia na sua versão original e decidi começar por Rock Star, o que dá no mesmo, a diferença é que agora o ponto de vista é masculino. 
   Para ser bem sincera eu não faço a menor ideia do motivo que me fez solicitar o livro pra ler, acho que me deu uns cinco minutos de loucura e curiosidade, porque eu não costumo ler hot e muito menos livros que envolvam música. Porque eu acho tudo muito clichê. O guitarrista badboy e super musculoso que todas mulheres desejam ter em suas camas, de repente descobre o que é o amor e se apaixona justo por uma garotinha indefesa e delicada, que não tem nada a ver com o mundo dele. Awn, não é mesmo? 
   Acontece que mesmo sendo clichê o livro me cativou muito, pois tinha um empecilho ali que eu não esperava, mas que eu não posso contar porque seria um tremendo spoiler pra quem ainda não conhece a trilogia original. Também porque a narrativa é muito gostosa e eu mal vi o tempo passar durante a leitura, todas as mais de quinhentas páginas fluíram deliciosamente em apenas dois dias. Motivo pelo qual eu vou parar de bobeira e ler mais livros do gênero, afinal tenho lido alguns "por acidente" nos últimos meses e finalmente posso admitir: tenho gostado de ler hot. 
    Eu tinha o pé atrás com Kellan no início da história porque imaginei que ele pudesse vir a ser um cara manipulador, machista ao extremo e que iria estragar toda a história. Mas não. Apesar de uma ou duas frases do personagem que me incomodou, ele era o contrário: um amigo, protetor, divertido e carinhoso. O desenvolvimento tanto dele quanto de Kiera foi impressionante no decorrer do livro. 
    Uma história cheia de drama e reviravolta, do jeitinho que eu gosto. Com cenas deliciosas e de tirar o fôlego, realmente intenso demais. Eu que pouco esperava do livro me surpreendi de uma forma muito positiva e pretendo muito ler um possível #2,5 se caso houver um. Também despertou minha curiosidade para ler a trilogia na versão de Kiera. 

Eu Te Darei o Sol, Jandy Nelson

22 de março de 2017

"Noah e Jude competem pela afeição dos pais, pela atenção do garoto que acabou de se mudar para o bairro e por uma vaga na melhor escola de arte da Califórnia.
Mal-entendidos, ciúmes e uma perda trágica os separaram definitivamente. Trilhando caminhos distintos e vivendo no mesmo espaço, ambos lutam contra dilemas que não têm coragem de revelar a ninguém.
Contado em perspectivas e tempos diferentes, Eu Te Darei o Sol é o livro mais desconcertante de Jandy Nelson. As pessoas mais próximas de nós são as que mais têm o poder de nos machucar."

Título: Eu Te Darei o Sol | Autora: Jandy Nelson | Editora: Walker Books| Ano: 2015 | Páginas: 429 | Nota: 5 | Skoob

   Eu Te darei o Sol é um livro sensível e lindo, meu conselho para quem vai começar a ler essa obra literária  é ter um lencinho por perto para enxugar as lagrimas, pois serão muitas. Em três palavras esse livro contem: Arte, Perda e Amor. Nós embarcamos em um mundo de metáforas artísticas impecáveis, a dificuldade de lidar com a perda de pessoas muito importantes e a descoberta do primeiro amor e as varias outras formas de amar.
   O livro conta a história dos gêmeos Noah e Jude e alterna seus pontos de vista. As partes de Noah, intitulada O Museu Invisível, se passa quando ele e sua irmã tem treze anos e moram com os pais em uma cidade litorânea. Noah é um garoto introvertido e tímido que tem sua irmã como melhor amiga, quem ele tem uma conexão forte e quase sobrenatural, os dois são jovens artistas talentosos mas com interesses diferentes, essas divergências vão mudando a relação dos gêmeos ao longo do livro.
   Nas partes de Jude, chamada de A História da Sorte, os irmãos ja tem dezesseis anos e seguiram caminhos completamente opostos durante esses 3 anos, Jude esta em uma escola preparadora para artistas e encontra dificuldade para fazer amigos, enquanto Noah frequenta o colégio da cidade tem uma namorada e é popular, nesse meio tempo os gêmeos sofrem uma perda terrível e enfrentam dificuldades para lidar com ela.
   Os personagens são carismáticos e possuem historias complexas, até aqueles que não são principais merecem um destaque especial, como: Oliver, um devasso brincalhão que participa da história dos gêmeos em momentos diferentes e Guilhermo, um escultor brilhante que vira o mentor de Jude quando ela decide se aprofundar na sua arte.
   Nesse livro encontrei dois temas que me agradam muito que é arte e a temática LGBT+, eu acabei me identificando muito com o Noah, com as dificuldades dele de socializar ou ser o que as pessoas esperam que ele seja, a paixão dele por arte mexeu comigo e tudo que acontecia na vida dele parecia que estava acontecendo comigo, Noah descobre que não é hétero e tem dificuldades em lidar com isso mais pra frente, mas essa seria a unica parte que não me identifiquei.
   A história é escrita com uma riqueza de detalhes imensa e te deixa preso do inicio ao fim, Jandy Nelson nos leva em uma jornada repleta de arte e paixão, com direito até a superstições bobinhas e redistribuição de planetas em troca de desenhos.


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