O Coração da Esfinge, Colleen Houck

22 de setembro de 2017

"Lily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar. Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez. Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos. Com a ajuda do deus da mumificação, Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela estará pronta para fazer o que for preciso. Nesta sequência de O Despertar do Príncipe, o lado mais sombrio e secreto da mitologia egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas assombrosas."
Título: O coração da esfinge | Autora: Colleen Houck | Editora: Arqueiro | Páginas: 368 | Nota: 4/5 | Skoob | Livro cedido em parceria com a Editora para divulgação 


   Antes de mais nada leiam a resenha do livro anterior O despertar do príncipe, para pouparem a si mesmos de possíveis spoilers. Eu me apaixonei pela série A Maldição do Tigre, também da Colleen, então fiquei muito animada pra ler Deuses do Egito e confesso que demorei bastante pra ler o segundo volume, que eu só consegui graças a parceria com a Arqueiro maravilhosa. Mas chega de enrolação e vamos lá, vou contar o que eu achei do livro.

   O livro começa com Lily seguindo sua vida de forma desolada após se separar de Amon de maneira bem triste, agora a conexão entre os dois é a única coisa que lhe restou, mas é óbvio que as aventuras na vida da garota só estão começando e não demora muito pra que o caminho de Lily seja guiado novamente para o de seu amado. Desta vez ela tem uma espécie de missão e seu papel é extremamente importante.

   Como fazia um bom tempo que eu tinha lido o primeiro livro, demorei algumas páginas pra me situar novamente do que estava ocorrendo, mas logo me encontrei. Achei a narrativa um pouco mais lenta neste segundo volume da série, a leitura demorou pra fluir, decolar. Porém gostei do fato de que a mitologia egípcia foi mais aprofundada, o que é extremamente necessário pra que vejamos sentido na história como um todo.

   O final poderia ter sido melhor trabalhado e com mais cautela, mas me deixou muito curiosa pra saber o que virá no próximo livro,"Reunited" que foi publicado em Agosto deste ano lá fora e ainda não tem data para sair no Brasil. Enquanto isso eu vou matar a saudade dos personagens lendo o prequel da série "O Duelo dos Imortais" que nos conta o início de tudo antes dos caminhos de Lily e Amon se cruzarem. 

   Preciso concluir recomendando fortemente os livros da autora para pessoas que gostam de se aventurar em enredos completamente diferentes. Cansados da mesmice ou de livros "mais do mesmo"? Leiam Colleen Houck.

À primeira vista, David Levithan e Nina LaCour

13 de setembro de 2017
"Esqueça amor “à primeira vista”. Esta é uma história de amizade “à primeira vista”... ou quase. Mark e Kate são da mesma turma de cálculo, mas nunca trocaram uma única palavra. Fora da escola, seus caminhos nunca se cruzaram... Até uma noite, em meio à semana do orgulho gay de São Francisco. Mark, apaixonado pelo melhor amigo — que pode ou não se sentir do mesmo jeito —, aceita o desafio que mudará sua vida. E sobe no balcão do bar em um concurso de dança um pouco diferente... Na plateia, Kate, fugindo da garota que ela ama a distância por meses e confusa por não se sentir mais em sintonia com as próprias amigas, se encanta pela coragem e entrega do rapaz. E decide: eles vão ser amigos. Em meio a festas exclusivas, fotógrafos famosos, exposições em galerias hypadas, essa ligação se torna cada vez mais forte. E Mark e Kate logo descobrem que, em muito pouco tempo, conhecem um ao outro melhor que qualquer pessoa. Uma história comovente sobre navegar as alegrias e tristezas do primeiro amor... uma verdade de cada vez."

Título: À primeira vista | Autores: David Levithan e Nina LaCour | Editora: Galera Record | Páginas: 292 | Nota: 3/5 | Skoob | Livro cedido em parceria com a editora para divulgação

   O segundo semestre de 2017 não começou legal pra mim nas leituras, além de estar bem longe de bater a meta anual, nos últimos meses tenho lido alguns livros que me desanimaram muito e me fizeram perder o ritmo de leitura. À primeira vista foi mais um "sem sal" que entrou pra lista, mas calma, eu vou explicar o por quê.

   O livro é bem leve, conta a história à partir de dois pontos de vistas e em certo momento ambos personagens se cruzam no meio do caminho e o livro tem seu desenrolar. É divertido, inspirador, recheado com frases de efeito motivadoras sobre ser quem você é, se descobrir, se permitir e por aí vai. Também gostei da forma com que o tema homossexualidade é tratado no livro e achei a narrativa bem bacana e rápida. Mas Tai, então o que você não gostou? 

  Os personagens não me cativaram, a tal "amizade" tão mencionada na sinopse me pareceu extremamente forçada, bem como os romances, se é que podemos chamar de romance. É muito raso e superficial, deixou bastante a desejar. Uma coisa confusa, uma hora os autores davam a impressão de que ia acontecer algo, depois mudavam e no final era aquilo mesmo. Previsível e fraco. 

   Por tal desapontamento dei nota 3, que o livro só mereceu por ser rápido, dinâmico e tratar de temas que de início chamaram bastante a minha atenção.
   A diagramação está ok, não encontrei muitos erros na revisão, a capa ficou bem bacana aos olhos e atrativa. Recomendo a leitura durante uma viagem ou qualquer outra ocasião na qual você precisa que o tempo passe mais rápido.

Como agarrar uma herdeira, Julia Quinn

10 de setembro de 2017

Sinopse: "Quando Caroline Trent é sequestrada por engano por Blake Ravenscroft, não faz o menor esforço para se libertar das garras do agente perigosamente sedutor. Afinal, está mesmo querendo escapar do casamento forçado com um homem que só se interessa pela fortuna que ela herdou. Blake a confundiu com a famosa espiã espanhola Carlotta De Leon, e Caroline não vai se preocupar em esclarecer nada até completar 21 anos, dali a seis semanas, quando passará a controlar a própria herança milionária. Enquanto isso, é muito mais conveniente ficar escondida ao lado desse sequestrador misterioso. A missão de Blake era levar “Carlotta” à justiça, e não se apaixonar por ela. Depois de anos de intriga e espionagem a serviço da Coroa, o coração dele ficou frio e insensível, mas essa prisioneira se prova uma verdadeira tentação, que o desarma completamente."

Título: Como agarrar uma herdeira | Autora: Julia Quinn | Série: Agentes da Coroa #1 | Editora: Arqueiro | Páginas: | Nota: 4/5 | Skoob | Livro cedido em parceria com a Editora para divulgação

   Este ano tenho me dedicado um pouco aos romances de época e me apaixonado pelo gênero, minha primeira experiencia foi com Julia Quinn na série Os Bridgertons e desde então quero ler tudo da autora, ou seja, eu não poderia deixar passar este lançamento não é mesmo? Como agarrar uma herdeira é o primeiro volume da nova série da autora, Agentes da Coroa e hoje eu vou falar um pouco do que eu achei da obra.

   O livro já começa com um cenário turbulento: Caroline em sua tentativa de fugir de um assédio por parte do filho de seu tutor legal acabou atirando no mesmo e se encontra desesperada e com medo de ser acusada de assassinato, então ela decide fugir até completar 21 anos quando se tornará independente e poderá reivindicar sua herança por direito. Amei logo de cara, adoro uma confusão dentro de enredos literários e adoro mais ainda a forma como Julia é criativa neste quesito. 

  Nem preciso dizer que a série é completamente diferente de Os Bridgertons, sem todos aqueles bailes de temporadas e mães casamenteiras, mas ainda sim contém a essência dos romances históricos. Achei os personagens muito bem construídos e a forma com que cada um foi inserido na história foi bem legal também.

   O romance não é de tirar o fôlego, mas é muito encantador e sedutor sim, de certo modo tem seu charme. Poderia ter tido um pouco mais de drama, um pouco mais de obstáculos, mas deu pra torcer bastante pelos personagens e seu final feliz.

   É um ótimo livro, porém finalizei a leitura com a sensação de que faltou algo, de que poderia ter sido melhor. O jeito é esperar pra ver como a série irá se desenvolver, portanto minha nota não foi a máxima. 
    Quanto a edição achei a capa bem delicada e romântica, faz jus à personagem de Caroline e ao contexto também, recomendo o livro pra quem gosta do gênero e também pra quem esteja começando a ler romances de época. 

Life is Strange: Out of Time

21 de agosto de 2017
  
    
  Parece difícil acreditar, mas eu não morri gente, sumi, mas permaneço viva. O trabalho e a faculdade tem consumido muito do meu tempo, mas tirei uma folguinha hoje pra contar pra vocês o que eu achei do segundo episódio do jogo Life is Strange, que eu adquiri na Steam Summer Sale deste ano e só agora, por esses dias, tive tempo de jogar. Se você nunca ouviu falar deste jogo leia este post aqui, onde eu falo do que se trata e o que eu achei do primeiro episódio.

  Como eu já mencionei lá no outro post, LiS é um jogo onde cada ação provoca uma reação diferente, ou seja, o seu resultado pode ser diferente do meu tanto quanto pode ser igual. Foi o que eu mais gostei no jogo, o fato de poder traçar vários destinos pra personagem apenas criando um novo jogo dentro do mesmo episódio. Voltar no tempo definitivamente é um poder que eu gostaria muito de ter, poder retirar coisas já ditas e salvar pessoas. 

    A situação de Max está ficando cada vez mais delicada, uma vez que precisa desvendar alguns mistérios, ela acaba passando por momentos perigosos ao lado de Chloe. Eu particularmente gostei do clima mais "pesado", mas alguns desafios no jogo me irritaram, como por exemplo ter que voltar no tempo várias vezes para satisfazer a curiosidade de Chloe sobre os tais "poderes" da amiga. Passei nervoso em alguns momentos, porque realmente o jogo faz juz ao nome, mas ainda sim foi uma experiência bem prazerosa. 


   Max e Chloe se reaproximaram muito, mas me pergunto se Chloe não seria uma má influência. Sinto falta de Warren, espero que com minhas próximas escolhas eu consiga trazer ele mais para perto no próximo episódio. Em questão de jogabilidade senti que este episódio foi bem mais difícil que o primeiro, porém continua rápido, terminei em pouquíssimas horas. O gráfico continua muito bom, a trilha sonora muito bacana e fiquei contente com a aparição (breve) de alguns novos personagens. 

   A principal missão do episódio eu não consegui cumprir da maneira como gostaria, fiquei arrasada e muito chocada, quero criar um novo jogo pra tentar terminar de uma forma diferente (quem já jogou vai entender do que estou falando).

   Recomendo muito para quem gosta de jogos mais calmos, sem muitos tiros ou corridas ou coisas violentas, mas também deixo claro que pessoas sensíveis talvez se sintam muito fragilizadas ou sintam despertar algum gatilho. Dito isso, mal posso esperar para jogar o episódio 3 e contar para vocês o que eu achei.
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