Meus dias com você, Clare Swatman

3 de novembro de 2017
"Quando o marido de Zoe morre, o mundo dela desaba. Mas e se fosse possível tê-lo de volta? Numa fatídica manhã, Ed e Zoe têm uma discussão terrível, algo recorrente no seu casamento em crise, e ela acaba se despedindo de forma brusca quando ele sai para o trabalho. Pouco tempo depois, um ônibus acerta a bicicleta de Ed, matando-o e deixando Zoe arrasada por não ter lhe dito quanto o amava. Se tivessem ficado mais um pouco juntos aquela manhã, ele ainda estaria vivo? Será que poderiam ter reconstruído o amor que os unira? Após dois meses, Zoe ainda não conseguiu se conformar. De luto, decide cuidar do jardim do marido, quando acaba caindo e desmaiando. Então, algo estranho acontece: ao acordar, ela está em 1993, no dia em que conheceu Ed na faculdade. A partir desse instante, Zoe passa a reviver momentos cruciais de sua vida e percebe que talvez tenha conseguido uma segunda chance: uma oportunidade de fazer tudo diferente, de focar naquilo que realmente importa, de mudar os rumos do relacionamento – e, quem sabe, o destino de seu grande amor."

Título: Meus dias com você | Autora: Clare Swatman | Editora: Arqueiro | Páginas: 288 | Skoob | Nota: 2/5 | Ebook cedido pela editora para divulgação

   Meus dias com você foi um dos livros que eu comecei sem ter ideia do que se tratava, porque eu adoro fazer isso, dar um tiro no escuro e esperar ser surpreendida. Escolhi pela capa mesmo pra ver no que dava e não foi a pior leitura do ano, mas também não foi uma das melhores. 

   Fiquei um pouco confusa no começo, demorei alguns minutos para me dar conta de que Zoe estava viajando no tempo, exatamente porque eu não li a sinopse antes de começar o livro. Mas não foi ruim, me conectei bem rápido com a história e a curiosidade fez a leitura deslanchar, devorei o livro querendo saber o que iria acontecer no dia (ou página) seguinte. 

   Os personagens não são me cativaram, um pouco antipáticos e "sem sal", principalmente Zoe. São personalidades rasas que unidas formam um relacionamento desgastado e falido, sinceramente eu não sei por quê eles se apaixonaram um pelo outro pra começo de conversa. Mas de alguma forma a narrativa faz com que você torça por um final feliz entre eles, cria uma certa expectativa no leitor. 

   Onde está o ponto positivo então, Tai? A quantidade de drama no livro, que é capaz de gerar uma empatia e curiosidade, o que me fez continuar a leitura. Gosto de um bom drama e Meus dias com você é cheio dele. Ponto. Fora isso não teve nada no livro que tenha me chamado a atenção de um modo positivo. Nem preciso mencionar que eu odiei o final, senti que tinha lido tudo aquilo à toa.

   A escrita é leve, rápida e bem fácil de ler, mas nada extraordinária. O enredo é extremamente clichê, sem nenhum elemento que fosse "UAU" dentro da história, ou seja, relativamente morno. Não é péssimo, mas não é muito bom também, recomendo a leitura apenas em casos de tédios extremos ou se você gosta de livros melancólicos. 

Confesse, Colleen Hoover

27 de outubro de 2017
   "Auburn Reed perdeu tudo que era importante para ela. Na luta para reconstruir a vida destruída, ela se mantém focada em seus objetivos e não pode cometer nenhum erro. Mas ao entrar num estúdio de arte em Dallas à procura de emprego, Auburn não esperava encontrar o enigmático Owen Gentry, que lhe desperta uma intensa atração. Pela primeira vez, Auburn se vê correndo riscos e deixa o coração falar mais alto, até descobrir que Owen está encobrindo um enorme segredo. A importância do passado do artista ameaça acabar com tudo que Auburn mais ama, e a única maneira de reconstituir sua vida é mantendo Owen afastado."
Título: Confesse | Autora: Colleen Hoover | Editora: Galera Record | Ano: 2017 | Skoob | Nota: 5/5 Favorito | Livro cedido em parceria com a editora para divulgação 

   Posso ler milhares de livros da Colleen, porém toda vez que eu termino a leitura de alguma obra dela eu digo ter lido seu melhor livro. Todos os livros dela são os melhores livros, a cada um que eu leio me apaixono mais pela escrita dessa mulher e fico me perguntando "Por que cargas d'água não li antes?". É este o efeito que seus livros causam em mim. Depositei uma expectativa enorme em Confesse e mais uma vez não me decepcionei, CoHo soube me surpreender.

   Auburn e Owen são pessoas em situações delicadas, cada um com seus grandes problemas não resolvidos para cuidar, mas como nunca é o suficiente eles acabam cruzando o caminho um do outro quando ela precisa de mais um emprego de meio período e ele de uma nova funcionária. Ambos os personagens carregam segredos sobre seus respectivos passados, coisas que não se sentem à vontade para compartilhar com ninguém, exceto agora um com o outro. Logo de cara esse clima me convenceu.


   O grande diferencial da história toda é o Ateliê de Owen que se chama Confesse, onde existe uma espécie de caixinha onde as pessoas depositam, anônimas, papeis e/ou bilhetes contendo confissões de vários tipos e a partir disso a trama vai se desenrolar. Com algumas confusões, elementos surpresas e aquele drama, porém a narrativa é tão gostosa que te carrega facilmente durante a leitura. Um livro bem equilibrado e com temas atuais, de forma que é praticamente impossível não se identificar nem um pouco. 

  Os personagens são muito bem construídos, fundamentados e explicados. O fato de a vida de ambos não ter sido explicada logo no começo funcionou bem, fiquei muito curiosa pra descobrir qual era o segredo de cada um e conforme as coisas foram se revelando fiquei eufórica, a autora usou alguns elementos que nem passavam pela minha cabeça no início. 
   
  Não posso entrar em maiores detalhes sem dar spoiler, o que eu não vou fazer, porém a vida de Auburn me emocionou demais, acredito que também irá emocionar muitas pessoas e por isso recomendo muito este livro. Tem uma mensagem muito bacana. Gostei tanto que terminei a leitura e já estava pensando em ler novamente. 


Os Quatro Cavaleiros, Veronica Rossi

23 de outubro de 2017

Sinopse: “O que você faria se descobrisse que se tornou um dos Cavaleiros do Apocalipse? Da mesma autora da Trilogia Never Sky. Nada além da morte pode impedir Gideon Blake de conquistar seu objetivo de se tornar um soldado americano. Bem, o problema é que ele morreu. Por algum tempo. Enquanto se recupera do acidente que deveria ter sido fatal, Gideon nota que seus ferimentos estão cicatrizando muito rapidamente. É um milagre. Se você considerar um milagre o fato de se tornar um dos quatro cavaleiros do Apocalipse. Gideon é Guerra. E ele precisa se unir aos outros cavaleiros, Fome, Morte e Peste, para, juntos, proteger uma chave que a Ordem quer ter em mãos para abrir as portas de um reino infernal na Terra, ameaçando escravizar todos os humanos.”

 Título: Os Quatro Cavaleiros | Autora: Veronica Rossi | Editora: Galera Record | Ano: 2017  | Páginas: 350 |  Skoob  | Nota: 4/5

  Devo confessar a vocês que demorei mais de um mês para chegar ao fim deste livro, o começo é bem explicativo mas do meio em diante ele realmente me prendeu com toda sua ação e referências mitológicas.

É a primeira vez que leio uma obra da Veronica Rossi e estou colocando grandes expectativas, já que este livro se trata de uma série chamada "Riders". Os Quatro Cavaleiros é uma narrativa de um personagem masculino, Gideon Blake um jovem que se dedicou muito após a morte de seu pai para entrar no exército.


Mas durante um treinamento mal sucedido com um paraquedas ele sofre um grave acidente e não resiste aos ferimentos. Ele morreu.. por alguns minutos, apenas para acordar em uma cama de hospital e descobrir que toda a sua vida havia mudado. Seu corpo está se curando rapidamente e ele adquiriu uma força sobre humana, assim como seu temperamento, a raiva dentro de si parece incontrolável. Além de um bracelete que ele nunca havia visto antes e não consegue remove-lo. 
Em meio a diversas situações estranhas Gideon descobre que é agora um dos quatro cavaleiros do Apocalipse e ninguém menos do que Guerra.

E agora tem a missão de encontrar os outros cavaleiros: Fome, Morte e Peste com a ajuda de Darym, uma misteriosa garota que possui a resposta para todas as suas perguntas. Ela é a Seletora e tem a responsabilidade de juntar todos os quatro para que eles protejam algo que pode arriscar o futuro e a liberdade da humanidade contra os demónios que se denominam à Ordem.
Moleza não é mesmo?

No decorrer desse livro eu me identifiquei muito com Gideon em cada um de seus defeitos e qualidades, sofri juntinho todas as suas dores e torci pelas suas vitórias. Aguardo ansiosamente o lançamento do restante da série.




Se você quer mudar: comece!

19 de outubro de 2017
Foto: Ben O'Sullivan

   Há algum tempo eu tenho estado infeliz comigo mesma, com o meu corpo e com as minhas atitudes - e falta de algumas delas - e isso tem refletido e afetado muito todos os aspectos da minha vida. No meu relacionamento, na minha família, no meu trabalho e principalmente no que eu pensava sobre mim mesma todos os dias ao me olhar no espelho. Até do blog eu me afastei, nem mesmo a Netflix eu tinha disposição ou ânimo para assistir. Este é um post sobre como eu escapei do fundo do poço. 

   Eu nunca fui de seguir dieta, nunca fui de fazer exercícios e também nunca estive muito acima do meu peso, porém no ano passado eu comecei a perder o controle, deixei a ansiedade tomar conta e descontava na comida toda minha frustração, raiva e tristeza com meus problemas emocionais. Comecei a engordar consideravelmente e isso só piorou quando, neste ano, eu sofri um acidente e fiquei um bom tempo de cama/cadeira de rodas, o que me fez engordar mais ainda. Eu fui do 38 pro 42, aparentemente nada demais, só dois números não é mesmo? Mas se colocarmos na balança eu subi dos 65kg pros 77kg, deu pra ver a diferença? Mais de dez quilos em menos de um ano pra alguém com sérios, repito: sérios problemas de auto estima. 

  Tentei de diversas formas aceitar meu corpo em primeiro lugar; ignorei os muitos comentários infelizes; comprei roupas maiores e seguiu-se o baile. Voltei pra terapia, li diversos artigos empoderadores sobre o assunto e tentei durante um bom tempo colocar na minha cabeça que estava tudo bem. O problema é que pra mim não estava. Sempre achei linda a atitude de quem se ama, se respeita e se aceita do jeito que é independente do peso ou das curvas, mas eu não me amo assim, não conseguia me olhar no espelho e me achar bonita, nada era sincero. Então por mim, jamais pelos outros, eu decidi mudar. Só que mudança nenhuma se faz de promessas, o primeiro passo é começar.

   Cada decisão que eu fiz pra mudar e alcançar os meus objetivos, como parar de tomar refrigerante; mudar a alimentação e acordar duas horas mais cedo pra malhar, pareciam sacrifícios imensos no começo, eu morria de preguiça só de pensar, mas hoje eu sei que fiz as escolhas certas. Faz apenas um mês que eu repensei nisso tudo e já senti diferenças enormes na minha vida e não só relacionadas à balança. Minha disposição aumentou; minha auto estima eu nem preciso dizer que melhorou; aquela calça apertada que quase foi doada voltou a servir; minha pele melhorou; o cabelo ficou mais bonito e no final das contas a perca de peso ainda nem foi tão significante, mas pelo menos eu estou no caminho.

   Hoje eu me olho no espelho e fico feliz com a pequena diferença, cada conquista por menor que seja é uma conquista. Agora são três leões por dia. Algumas pessoas me dizem que não é pra tanto, que eu estou ótima assim, mas se tem alguma coisa que eu aprendi com os altos e baixos da minha ansiedade e depressão nos últimos anos este algo é que de uma maneira ou de outra você vai ser julgado. Acima ou abaixo do meu peso as pessoas vão te criticar de qualquer jeito, então a saída é decidir como você se sente sobre isso e escolher o caminho que te faz mais feliz, sem esquecer, é claro, de se manter saudável. 

   Talvez este texto não tenha te acrescentado em nada, até porque foi mais um desabafo, mas a ideia que eu quero passar é que se você quer mudar: comece! Ninguém vai fazer por você, seus objetivos não vão virar realidade a não ser que você os faça virar realidade. Toda pessoa que almejou sucesso em alguma área da vida, começou de baixo, mas é preciso começar. 
Tecnologia do Blogger.