Resenha: Warcraft Durotan, Christie Golden

    "Em Draenor, sob a sombra da Montanha do Grande Pai, entre a Serra do Fogofrio e as terras do sul, o forte, honrado e ferozmente livre clã Lobo do Gelo enfrenta invernos cada vez mais rigorosos... e caça talbuques e fenocerontes cada vez mais escassos. No entanto, um Lobo do Gelo não reclama. Sob a liderança sábia de Garad eles perseveram, honrando os Espíritos da Terra, do Fogo, do Ar, da Água e da Vida. Outros orcs podem sentir prazer na matança... Não os Lobo do Gelo. Quando Guldan, um misterioso forasteiro, chega ao inóspito território ao norte, oferecendo uma terra rica em alimentos em troca da submissão do clã à sua Horda de orcs, o chefe declina. A dignidade de seu povo não está à venda. Assim como sua liberdade. Arauto da morte, a partida de Guldan traz a reboque a morte de Garad e a ascensão de seu filho: Durotan. Agora cabe ao jovem líder manter seu povo unido em um dos momentos mais críticos de sua história. Contra a fome, o inverno rigoroso, a fúria dos elementos e os Andarilhos vermelhos... Será possível?"

Título: Warcraft: Durotan | Autora: Christie Golden | Editora: Galera Record | ISBN: 9788501050809 |  Páginas: 224 | Skoob | Compre aqui

Livro cedido em parceria com a editora para resenha 
    Oi oi gente! Tudo bem por aí? Bom, vou lhes confessar que sempre morri de vontade de jogar World of Warcraft e nunca joguei e isso se deve ao fato de eu não ter um computador muito bom (meu Notebook só roda League of Legends e olhe lá). Sempre me pareceu um ser um universo interessante e quando eu vi o trailer do filme e de quebra descobri que seriam lançados dois livros, sendo um o oficial do filme e o outro um prequel, fiquei extremamente curiosa pra ler. Mesmo sendo leiga e não conhecendo nenhum pouco os personagens.
    Minhas expectativas por algum motivo que eu não sei dizer eram altas desde o começo, algo me dizia que eu iria amar o livro, exatamente por isso fiquei com medo: odeio criar expectativas com qualquer coisa que seja e depois vê-las sendo despedaçadas, deixadas em frangalhos. Mas isto não aconteceu, o livro superou todas as minhas expectativas e conseguiu se tornar uma das melhores leituras que eu fiz até agora em 2016. Mas eu vou explicar com calma o por quê.
    Durotan é um orc do clã Logo do Gelo, em Draenor, e é também filho de Garad o chefe do clã. Os tempos estão um pouco difíceis e os recursos mais escassos, não é tão fácil ser bem sucedido em uma caçada como antigamente e bem no meio de uma eles são interrompidos com a notícia de que há um orc estranho e de uma cor de pele esverdeada esperando para falar com o chefe e ele não está sozinho: carrega uma escrava. Este é Guldan e ele é um bruxo que faz uma proposta à Garad: uma terra nova e rica em vários aspectos. Acontece que para fazer parte dessa terra prometida um preço há de ser pago, o clã deveria se tornar submisso a Guldan e tendo a proposta recusada este vai embora não muito feliz.
    As coisas passam a piorar cada vez mais rápido e Garad adoece, o que faz com que ele esteja mais fraco e propenso a perder um combate Mak'gora. Garad portanto morre (não é spoiler, está na sinopse) e Durotan precisa ser testado pelos espíritos para saber se é ou não digno de chefear o clã à partir de agora e salvar seu povo, provendo alimento e segurança. Mas as coisas só começaram a piorar.
    Não posso contar mais do enredo sem dar spoilers de verdade, mas posso dizer que a escrita de Christie é tão envolvente que em apenas uma sentada você vai se apaixonar completamente pelo universo. A escrita é bem simples e o passar do tempo é rápido no livro: não tão rápido que te deixe confuso e sobrecarregado com muitos acontecimentos e nem tão lenta que te faça sentir preguiça de ler. O timing é perfeito e quando você menos espera já está acabando o livro.
    Os personagens são muito bem construídos e eu fiquei rapidamente encantada com os orcs e o clã Lobo do Gelo. Criaturas dóceis, mas ao mesmo tempo selvagens. Pude perceber muitas lições e valores inclusos no livro, como lealdade; família; persistência; fé e muitas outras coisas que tornaram a história muito original e fizeram o livro se desenvolver da melhor maneira possível. Existe um leve romance no livro, mas não é o foco da história nem de longe. O livro é sobre sobrevivência e sobre lutar contra todos os obstáculos para manter a si e aos que se ama vivos. 
    Durotan e seu clã vão passar fome; sede; frio; calor e vários outros infernos na tentativa de descobrir qual é a melhor maneira de lidar com a situação e é nesta dificuldade que vemos os personagens se desenvolverem. O Durotan do final do livro nem sequer parece com o Durotan apresentado no começo da história, ele cresceu de uma forma inexplicável e assim como ele Draka entre outros também.
    Gostei muito da conclusão da história e sinceramente não tenho sequer um comentário negativo à respeito do livro. Creio que é um dos melhores livros que eu li até agora, ficando atrás apenas de A Guardiã de Histórias. O livro não foi feito apenas para os fãs da franquia como eu temia e qualquer pessoa, leia ou não sobre o universo, pode ler tranquilamente que irá entender toda a história. Não me lembro de ter encontrado muitos erros na revisão e a edição está impecável. Além das folhas amarelas e a fonte em ótimo tamanho o livro veio com uma capa sensacional.
    Dei cinco estrelas e favoritei o livro, recomendo-o pra quem gosta de fantasia e aventura. Repito: não precisa conhecer o universo pra poder ler e, acho que muitas pessoas (que nunca jogaram) teriam opiniões diferentes do filme se tivessem se dado ao trabalho de ler antes.

Blogs que também fazem parte do projeto:

Quem seriam meus bff's se eu pudesse escolher

Foto: Getty

    Oie, gente! Tudo bem? Eu já falei pra vocês do grupo Blogueiros Geeks que eu participo e que todo mês dão ideias maravilhosas de blogagens coletivas para os participantes, certo? Bom, o grupo anda fervilhando de ideias com a aproximação do BEDA (Blog every day August) e com a contribuição da nova moderação. Então vocês vão ver muitos temas legais serem tratados por aqui em breve.
    Hoje, dia 20 de Julho, é comemorado o Dia do Amigo e o tema sugerido foi "Quem seria seu bff se pudesse escolher" e eu simplesmente não consegui escolher apenas uma celebridade ou personagem para representar a amizade e o valor dela pra mim. Escolhi seis personagens que mudaram de várias formas a minha vida e o modo como eu a enxergo. Mas antes de explicar porquê Rachel; Ross; Monica; Chandler; Joey e Phoebe seriam os meus melhores amigos eu gostaria de desejar um feliz dia do amigo pra você também que me acompanha sempre por aqui.

Amigos para contar em todos os momentos
 Foto: Getty
    Perdi a conta de quantas vezes um dois seis tiveram problemas financeiros; nos relacionamentos; na carreira; com filhos e várias outras questões e os outros cinco sempre estiveram lá pra ajudar de alguma forma. Fosse com conselhos, com grana, com afeto ou até mesmo piadas para melhorar o clima e incentivar o outro a lidar com o problema da melhor maneira possível. Às vezes algumas ajudas mais atrapalhavam que qualquer outra coisa, mas eu sei que se eles fossem reais e fossem meus melhores amigos eu jamais estaria sozinha em momento algum. 

Os melhores Natais possíveis 
Foto: Getty
   Os Natais nem sempre são perfeitos para estes seis, mas posso garantir que são sempre marcantes. Uma vez o Ross quebrou o aquecedor da Mônica bem no dia da festa e todo mundo passou muito calor, mas também foi o dia em que Chandler e Joey incentivaram Phoebe ir atrás do seu pai. Também foi em um natal que Rachel se deu conta de que Ross gostava dela por conta de um anel que ele deu e também em um natal ela decidiu mudar de vida e abandonar a vida de Garçonete para procurar um emprego melhor. Sem falar do natal em que Ross de veste de Tatu para ensinar ao filho bem o que é o Hannukah. Enfim, sempre acontece alguma coisa, mas tudo fica bem no final e eles entendem que a união de todos é o que importa e mesmo quando um deles está ausente (Ex: Quando Chandler precisa passar o Natal trabalhando em Tulsa) eles sempre dão um jeitinho de se sentir mais perto.

Amigos pra fofocar sim, por quê não?
Foto: Getty
Todo mundo sabe que fofocar é um hábito universal e, às vezes inevitável, mas não muito saudável. Porém quando se tem amigos em quem confiar acaba rolando aquela fofoca sobre o casal novo da turma; a vida pessoal do patrão ou até mesmo do vizinho do prédio da frente que sempre aparece pelado na janela. O fato é que eu adoraria fazer parte dessa panelinha e poder compartilhar dos assuntos mais engraçados e esquisitos da série também. São tantas piadas internas que às vezes eu me sinto parte disso.

Eles sempre sabem como se divertir
Foto: Burnbook
    Se tem uma coisa que estes seis sabem fazer em quaisquer situações e épocas é se divertir. Eles sempre conseguem passar por cima de tudo com sua união e humor pra levar a vida mais tranquilamente. Quantas vezes eu morri de rir com os jogos e brincadeiras que eles fazem entre si? Não sei. Mas desejo todos os dias um grupo de amigos tão unido quanto eles pra fazer igual. Eu com certeza participaria de quase todas as brincadeiras sugeridas pelo Joey por exemplo. Acho ele muito hilário e engraçado.


   Se eu for listar cada motivo que me faz querer ser amiga de todos eles eu vou ter que criar um outro blog só pra isso. Mas espero ter deixado claro o quão especial estes personagens são na minha vida e o quanto eu gostaria que fossem reais. 



Resenha: Um dia, David Nichols

   "Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro. Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas - vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois. Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida."
 Título: Um dia | Autor: David Nichols | Editora: Intrínseca | ISBN: 9788580570458 |  Páginas: 416 | Skoob | Compre aqui
    Finalmente estou aqui para mais uma resenha da #MLI2016. Como vão as leituras de vocês? Bom, eu escolhi ler Um dia na segunda semana da maratona, dentro do tema Hype porque eu sempre ouvi falarem muito bem tanto do livro quanto do filme e fiquei curiosíssima pra ler. Eu o encontrei no sebo universitário da minha cidade e como a grana estava curta pra comprar algum livro novo, foi este mesmo que eu escolhi. Nem preciso dizer que as minhas expectativas eram altas, certo? Afinal, em todo lugar que eu pesquisasse (skoob; goodreads; outros blogs...) o livro de David era endeusado e tinha seu altar particular por ser extremamente emocionante. Bom, deixa eu compartilhar o que eu achei. 
    Emma e Dexter se conhecem numa festa de formatura no dia 15 de Julho de 1988,  a formatura dela mesma, e eles acabaram dormindo juntos no "apartamento" em que ela divide com uma amiga, mas não passam além de algumas preliminares na cama. O problema é que Dexter vive em uma realidade diferente: enquanto Emma mal sabe o que fazer no dia seguinte agora que é uma adulta formada e com duas menções honrosas no seu diploma, Dex é de família rica; formado em Antropologia; mas poderia muito bem mudar de profissão quantas vezes quisesse e ainda sim terminaria rico no fim da vida. Eles sabem que no dia seguinte, após passarem a noite conversando sobre a vida, vão seguir caminhos completamente diferentes e é com isso que a história começa se desenrolar. 
    O livro é narrado de uma maneira inusitada. Cada capítulo conta apenas os acontecimentos de um dia do ano, todo dia 15 de Julho, durante uns vinte e poucos anos. Narrado em terceira pessoa ele alterna entre os dois personagens que, mesmo de longe, agora são amigos e se comunicam por cartas. Ou melhor, Emma escreve cartas e Dexter manda alguns cartões-postais, o fato é que eles sentem muita falta um do outro e um sentimento começa a ser nutrido dentro de cada um, mas a diferença entre os dois é gritante. A forma como o livro é narrado foi muito diferente pra mim, apesar de eu não ter gostado muito do fato de que cada capítulo conta apenas os acontecimentos de 1 dia do ano e não mais que isso. 
    O livro não é dos mais cativantes, mas também não é tão lento. Porém, muitas coisas me incomodaram como, por exemplo, a construção dos personagens. Emma é uma garota bonita, mas sem muita graça também; é inteligente, mas não também extremamente autodestrutiva e acomodada. Ela não é o tipo de personagem chata e cheia de mimimi, ela só é apática. Não tem nada de interessante nela. Além de que o autor não pegou leve na hora de desgraçar a vida da coitada: tudo dá errado pra ela. Ela mora com uma amiga que é um saco; depois decide viver de teatro (o que não dá dinheiro nenhum); volta a morar com os pais e é obrigada a ouvir bobagens; acaba indo trabalhar em um restaurante (que é uma espelunca) mexicano e por aí vai. A vida dela chega a dar dó.
    Dexter por outro lado é mimado; convencido; arrogante; alcoólatra; galinha e mais um milhão de coisas. Literalmente um filho da mãe. Não existe praticamente nenhuma razão pra gostar dele, só a Emma. Ela é o melhor dele e como ela também não é lá grande coisa então fica difícil. Eu não gostei nada dos personagens individualmente, mas como um casal até que eles não são tão ruins assim. Afinal eu só continuei lendo até o final porque queria desesperadamente vê-los juntos. Não que eu tenha gostado muito do livro ou do enredo não, é que eles se desencontram TANTO durante o livro INTEIRO que chega dar raiva, mas aquela raiva que não te deixa dormir em paz até você descobrir o que acontece com o casal.
    Sem mencionar que enquanto a Emma sofre o cão que o diabo amassou, Dexter é quem está em ascensão e isso dura por vários anos. Chega a cansar. Mas quando as coisas começam a dar errado para ele, é Emma quem começa a dar um pouco mais "certo" na vida e todas as coisas colaboram pra que eles não fiquem juntos, mas é claro que é um romance e é clichê então mesmo sem ter nenhum motivo aparente que explique porquê eles estão apaixonados um pelo outro, eles acabam felizes. Até um certo ponto.
    Eu odiei o final. É triste, mas não é emocionante. Depois de o livro todo já ter sido ruim no enredo; na narrativa e na construção dos personagens, eu esperava que pelo menos o final fosse bom, mas só me decepcionei mais ainda. Eu sou muito chorona, mas não derrubei uma só lágrima com o final escolhido pelo autor e acho mesmo é que o livro poderia ter acabado uns cinco ou seis capítulos antes do verdadeiro final. A impressão que dá é que ele quis encher linguiça e perdeu o rumo, sabe? E mesmo depois de um acontecimento X ele quis continuar escrevendo e contou um pouco mais de como Emma e Dexter se tornaram amigos. Gente, foi desnecessário.
    Conclui dando duas estrelas apenas e eu vou terminar logo esta resenha antes que eu me arrependa da nota e a diminua mais ainda. O livro me deixou frustrada então não consigo recomendá-lo pra ninguém. Vou ver o filme e esperar que ele seja melhor!

Resenha: O lado mais sombrio, A.G. Howard

Foto: Ben Hur
"Alyssa Gardner tem uma vida conturbada, ela ouve vozes de insetos e flores. A garota mora apenas com o pai pois a mãe foi internada e considerada insana e instável, e alegava ouvir as mesmas vozes que Alyssa sabe que são verdadeiras. Em uma das visitas, ela descobre que cada dia sua mãe pior, e que o pai havia concordado com o médico em aplicar um tratamento de choque, o que não apenas poderia transformar sua mãe em outra pessoa, como também poderia matá-la. Para impedir isso, Alyssa terá que mergulhar no obscuro mundo do País das Maravilhas e consertar os erros que a verdadeira Alice deixou pra trás, dessa forma quebraria a maldição sobre sua família. Mas a verdade é que o País das Maravilhas foi totalmente distorcido por Lewis Carrol, e Alyssa vai descobrir um lado sombrio do conto de fadas."

Título: O lado mais sombrio | Autora: A. G. Howard | Editora: Novo Conceito | ISBN: 9788501050809 |  Páginas: 299 (E-book) | Skoob | Compre aqui

Livro cedido em parceria com a editora para resenha 


    Recentemente eu recebi da editora Novo Conceito o terceiro livro da trilogia de A. G. Howard, Qualquer outro lugar, mas como eu não havia lido nenhum dos livros anteriores confesso que isso funcionou como um impulso e me deixou muito curiosa para ler os três livros, então não perdi tempo e solicitei logo os dois primeiros, que eu logo recebi em e-book. Confesso que minhas expectativas não eram tão altas, mas a Clayci do Sai da minha lente fala tão bem da trilogia Splintered que eu precisava conhecer  a história de Alyssa.
    Alyssa é tataraneta de Alice Lidell, a verdadeira Alice, aquela que inspirou Lewis Caroll a escrever Alice no País das Maravilhas. Acontece que ela sofre bullying por isso, aifinal, sua tataravó foi internada em uma clínica psiquiátrica por falar com objetos inanimados e insetos. Tendo sua mãe Alison seguido o mesmo caminho e ido parar também em uma clínica, Alyssa vive apenas com o pai e conta com apenas dois amigos. Jeb e sua irmã Jen.
    O problema é que recentemente Alyssa se deu conta de que também pode ouvir os insetos e aos poucos ela descobre que isso se trata de uma maldição que atinge somente as mulheres da sua família. Então em uma visita estranha ao hospital onde sua mãe está internada ela descobre que existe mesmo um País das Maravilhas e talvez até um jeito de quebrar a maldição. Pra isso ela precisa concertar os erros de Alice e só assim libertar sua mãe de um destino horrível.
    A escrita da autora foi cativante desde o início e me prendeu rapidamente. Os personagens são muito interessantes e persistentes; a ideia central do livro é empolgante e eu adorei essa cara nova que Howard deu ao País das Maravilhas: sombrio e completamente diferente da versão de Lewis. Ela pegou uma ideia que já era boa e a deixou melhor ainda, muito mais original e empolgante pra ser sincera, apesar de eu nunca ter lido Alice.
    O livro é repleto de fantasia é claro, e mesmo eu sendo uma fã do gênero me senti muito confusa em alguns momentos. O livro tem elementos fantásticos até demais e às vezes fica difícil de entender o que está se passando. Algumas páginas tiveram que ser lidas duas ou três vezes pra eu conseguir captar a mensagem. O enredo tem reviravoltas demais e quando tudo está ficando bem - PLAU - acontece alguma coisa de novo, me deixou com a impressão de que a história vai e volta várias vezes pro ponto de partida sabe? Talvez, em algum momento, a autora tenha se perdido.
    Contudo, eu me apaixonei pelos personagens e pela vida real deles, os acontecimentos fora do País das Maravilhas. Acho que foi isso que me fez dar quatro estrelas ao livro afinal. Alyssa; Jeb e Morfeu são espetaculares e se eu fosse a personagem principal também ficaria confusa quanto aos meus sentimentos porque os outros dois são maravilhosos.
    Enfim, não sei o que esperar do próximo livro. Gostaria apenas que tivesse um pouco menos de fantasia ou que fosse menos nonsense porque eu não tenho paciência pra ler e reler várias vezes a mesma coisa pra ter certeza de que eu entendi. Não me dou bem com livros confusos, mas mesmo assim gostei do plot. Vamos ver o que A. G. Howard ainda tem a me oferecer...

Resenha: A geografia de nós dois, Jennifer E. Smith

    "Lucy mora no vigésimo quarto andar. Owen, no subsolo... E é a meio caminho que ambos se encontram - presos em um elevador, entre dois pisos de um prédio de luxo em Nova York. A cidade está às escuras graças a um blecaute. E entre sorvetes derretidos, caos no trânsito, estrelas e confissões, eles descobrem muitas coisas em comum. Mas logo a geografia os separa. E somos convidados a refletir... Onde mora o amor? E pode esse sentimento resistir à distância? Em A Geografia de Nós Dois, Jennifer E. Smith cria tramas cheias de experiências, filosofia e verdade."
Título: A geografia de nós dois | Autora: Jennifer E. Smith | Editora: Galera Record | ISBN: 9788501106223 |  Páginas: 272 | Skoob | Compre aqui

Livro cedido em parceria com a editora para resenha.
    Eu nunca sei muito bem o que esperar de autores que eu ainda não conheço, mesmo que tenha ouvido ótimas críticas sobre o livro e a escrita do mesmo. Sempre fico um pouco insegura, tentando não criar muitas expectativas encima do enredo pra depois não correr o risco de me decepcionar. Dessa vez não foi diferente. Logo que vi o livro disponível quis solicitar para uma resenha e mesmo tendo visto só elogios à escrita de Jennifer por aí, eu não sabia se poderia confiar muito no livro e confesso que nem ao menos li a sinopse, coisa que eu raramente faço mesmo, só pra não estragar a surpresa fosse ela boa ou ruim. Este foi o meu terceiro livro lido na #MLI2016:
    O livro é basicamente sobre viagens, conta a história de dois estranhos que se conheceram por acaso quando ficaram presos no elevador do prédio onde eles moram. Acontece que eles não conseguem manter contato nos dias seguintes e então o curso de suas vidas mudam drasticamente. Lucy precisa mudar de país por causa do trabalho do pai e Owen acompanha o pai em uma espécie de "mochilão" à procura de um emprego e de um lugar pra ficar enquanto não conseguem vender sua antiga casa lá na Pensilvânia. Onde eles moravam com a falecida mãe de Owen.
    No meio dessa bagunça toda eles encontram um meio de se comunicar: os cartões postais. E não conseguem então de forma alguma deixar de pensar um no outro e desejar que estivessem juntos.
    Gostei do livro em primeiro lugar porque a narrativa é fácil e simples, mas também muito única. Me senti presa na história desde o começo do livro, pois o enredo em si é muito criativo e diferente de tudo o que eu já li. O livro tem viagens. Tem lugares lindos. E tem romance. Romance à distância. Não dá pra não ficar desesperada pra saber o quê vai acontecer no próximo capítulo.
    Os personagens foram muito bem construídos e são opostos um do outro, mas isso faz com que se encaixem perfeitamente. Owen é mais crítico e pessimista, mas muita de sua carga emocional pesada se deve ao fato de ele ter perdido a mãe recentemente e estar passando por dificuldades com o pai. Lucy tem tudo do bom e do melhor, nunca precisou se preocupar com dinheiro e é apaixonada por NY. O que faz dela uma pessoa otimista, mas apesar disso ambos são personagens bem realistas e o contexto em que cada um vive deixou o livro pra lá de interessante. Não é só um romance bobo de adolescente, consegui tirar muita lição importante do livro. Sobre família, principalmente.
    O desenvolvimento da história é de tirar o fôlego. Apesar de o livro tratar, como eu disse, de algumas outras coisas além do romance é impossível não se pegar torcendo cada vez mais por Lucy e Owen. Vê-los tentando entender quem eles mesmo são e o quê significa o sentimento que eles tem um pelo outro, qual é o tipo de relação que eles vivem e se perguntando se o outro sente o mesmo é de deixar qualquer um com vontade de devorar o livro em apenas uma sentada.
    A leitura fluiu muito rápido, me conectei muito com a história. Chorei de emoção e queria que o livro tivesse tido mais umas 100 páginas, ou um epílogo, pra contar melhor como foi que eles ficaram depois do final e como foi o tão sonhado futuro deles. Mas posso dizer que o livro não me decepcionou em momento algum.
    A edição da Galera está impecável. A capa muito bonita; as folhas amareladas e a fonte em um tamanho ok. Junto com o livro recebi um marcador personalizado e uma espécie de banner, ou seria um cartão postal? Haha. Recomendo a leitura à todos!