Resenha: Se eu ficar - Gayle Forman

14 de julho de 2014
Sinopse: Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.
Título: Se eu ficar | Autor: Gayle Forman | Editora: Rocco | ISBN: 9788532524836 | Páginas: 192

     A história de Mia me comoveu, sim, porém eu me assustei com o fato de não ter gostado tanto do livro como a maioria das pessoas que leram. Porque, se você procurar - e eu procurei muito antes de ler - você vai encontrar comentários maravilhosos sobre o livro que o deixarão muito tentado (a) a ler. Porém, devido à criticas muito positivas que eu tinha lido da obra de Gayle, eu confesso que esperava mais, muito mais do livro. O Enredo é bom e isso temos de admitir. A situação em que a personagem principal está é cativante. Escolher entre morrer e viver, acalentar o coração daqueles que ainda estão vivos e torcem por você ou permanecer sempre ao lado dos seus pais e não ter que conviver com o vazio que uma orfã carregaria, com certeza é um fardo grande. Uma bos história pra se vender, pra ganhar os leitores.
    Em nenhum momento eu deixei de torcer por Mia e a curiosidade em que eu fiquei sobre sua escolha foi o que me motivou a terminar o livro embora eu tenha tido muita vontade de não fazê-lo. Eu queria saber se ela viveria ou não, o que seriam de seus avós, de sua melhor amiga e de seu namorado. Queria ter certeza sobre a vida de seu irmão, entender o que se passava na cabeça da personagem. 
     A primeira pedra no caminho, pra mim, foi a narrativa. Eu sempre reclamo aqui no blog de autores que exageram nas palavras difíceis e deixam a leitura cansativa, mas Gayle fez do contrário o extremo. A escrita do livro é muito simplista, rasa e fraca demais. Que para uma história de viver ou morrer e entender o papel que se desempenha no mundo, é inaceitável. O tipo de situação em que Mia se encontra pede por pensamentos mais profundos, pede que haja uma dificuldade ali. E eu não vi isso. O tempo todo eu esperei por verdadeiras filosofias de vida, pelo desespero da personagem em decidir sobre o que ela é, o que ela quer ser e o que ela foi. E em algum momento houve este desespero, mas pra mim não foi o bastante. 
    O segundo ponto negativo que eu encontrei foi o fato de o autor explorar demasiadamente algumas histórias que Mia viveu com seus amigos e familiares. Claro, estes momentos deveriam entrar na história para que ficasse claro o elo que ela tem com eles e o quanto eles precisam que ela sobreviva. Mas Forman se concentrou tanto nisso e deixou de explorar, por exemplo, a saúde física dela devido ao acidente. O estado crítico dela é caracterizado no livro de uma forma tão calma e vaga que às vezes nem parece que ela está realmente correndo risco de vida. 
    Faltaram detalhes, sobre seus pais, sobre seus irmãos, sobre o acidente em si. Vejam só, eu só soube que havia outro motorista envolvido depois da página 100. Levando em conta que o exemplar tem 192 páginas. Talvez o autor não tenha se demorado por ser uma história que se passa em 24 horas, tudo bem. Eu cogitei essa possibilidade, mas exatamente por isso o livro agradou tantas pessoas e não me agradou. Eu gosto de detalhes, gosto de histórias bem narradas e construídas. Pelo menos na minha visão, a narrativa foi chata e cansativa até quase terminar o livro.
Eu gostei da história, mas não gostei de como ela se desenrolou. Mia começa a desenvolver seus conflitos entre ficar e morrer já na página 120. Ou seja, tarde. Quando a personagem fica mais interessante e decidida, o livro acaba. Puf. 
Concluo que Forman poderia ter explorado muito mais o objetivo real da história, que é a escolha de Mia, focado mais no presente dela (o estado crítico de saúde em que ela se encontra e seus conflitos inconscientes) e deixado um pouco de lado o passado dela. Poderia ter sido mais profundo e detalhista na escrita, afinal era um tema muito interessante no início. E já que o livro acaba de repente, do nada e sem explicações nos resta esperar uma continuação (que já está confirmada) e daí dizer se vale a pena ou não. 


OBS: Eu gostei bastante do trailer do filme (que será lançado dia 4 de Setembro de 2014) e espero que eles aproveitem ao máximo os pontos positivos do Romance. Pelo menos do trailer eu gostei MUITO e creio que tem tudo pra ser um filme fantástico.


E vocês? Já leram? O que acharam? Comentem!

3 comentários:

  1. Olá Thaisa
    Gostei bastante da sua resenha e é sempre uma pena quando a leitura não nos agrada, não é mesmo? Isso chateia, porque sempre queremos nos envolver com a história e tudo o mais e isso acaba que travando bastante...

    Beijos
    http://estantedafer.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Pois é, Fer. Fico muito frustrada quando um livro tem tudo pra me conquistar e não consegue, eu até tentei muito me envolver na história mas realmente não deu.
      Fico feliz que você tenha lido a resenha, adoro seu blog!

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  2. Temos muitas coisas em comum, eu tbm gosto de detalhes e sei como você se sentiu, acho que VC gostou da história mas não de como foi escrita, rsrs já passei por isso, agora vamos esperar o filme para ver como será, pq tbm gostei.muito do Trailer :) abraço!

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