Inúmeros pontos de partida

3 de agosto de 2015


     Os últimos dias não tem sido fáceis. Tenho tentado acreditar no de que cada dia é um novo dia e, portanto, uma nova oportunidade de fazer diferente, porém pensar de tal forma também não facilitou muito as coisas. Só agravou o modo como eu me sentia: intimidada, perdida. Corroída pela ideia de não ter um futuro certo, condenada a não pensar em mais nada além do fracasso previsível.
     Gostaria eu de pôr a culpa na crise econômica; no sistema; nos homens; na tpm ou em qualquer outra coisa que aconteça ao meu redor, mas a verdade nada mais é que tudo é apenas questão de percepção e, não há - infelizmente -  nenhuma fada madrinha que possa corrigir todos os aspectos falhos da minha vida. Eu não devo apenas me acomodar e esperar que o todo poderoso tempo devolva tudo ao seu devido lugar um dia, embora seja o que a sociedade espera de mim. Eu não posso me deixar levar quando eu sei que tudo o que é preciso é um primeiro passo.
     Estamos constantemente expostos às vicissitudes da vida e às consequências que elas podem trazer ao nosso cotidiano, é inevitável. Para nos encontrarmos é preciso que estejamos perdidos em primeiro instante, ou não há descobertas. Somos condenados a reviver eternamente o clichê de uma montanha russa que, vez ou outra, parece estagnar nos mais profundos baixos e precisa de um empurrão para subir novamente. Uma atitude. E ela é nossa.
     Querer resolver tudo de uma vez só faz crescer dentro de nós a aflição e o sentimento de impotência o que, consequentemente, nos leva cada vez mais para trás. O importante, eu aprendi, é concertar aquilo que está em nosso alcance e parece possível. Um passo de cada vez. Criando a cada novo dia metas para que tudo enfim seja resolvido. Mas de fato nunca estaremos satisfeitos por completo. É isso o que faz da vida o que ela é por si só, as incessantes mudanças; as idas e vindas; os altos e os baixos e os mais baixos ainda. E embora pareça que cada passo que damos à diante, a vida nos empurra novamente para trás, uma vez que o damos e evoluímos de alguma forma, nunca realmente voltaremos ao que era. E, de repente Lulu Santos faz sentido, nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia.
     Tudo passa, tudo muda, basta apenas reconhecermos que o primeiro passo deve vir de nós mesmos e então sairemos de nossos trágicos pontos de partida em busca de momentos melhores.

4 comentários:

  1. Muitas vezes me sinto exatamente como no texto. Aliás, se sentem assim também. Bjs

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    1. Anony, é um momento ridículo da vida, mas necessário. Espero que passe dessa fase logo!

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  2. Eu me sinto assim, nesse exato momento.
    As coisas não dão certo de um lado e quando tento respirar e ver o lado bom do outro lado.. puft desaba tbm

    Espero que essa fase passe logo =(

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    1. Clay, por aqui tá tudo lascado mesmo. Desgraça atrás de desgraça hahaha, mas eu to tentando concertar uma coisa de cada vez pra ver no que dá. Boa sorte, espero que essa fase passe!

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