Resenha: Comer, rezar e amar de Elizabeth Gilbert

26 de janeiro de 2016

Título: Comer, rezar e amar | Autora: Elizabeth Gilbert | Editora: Objetiva | ISBN: 9788573028928
Ano: 2008 | Páginas: 342 | Onde comprar: Buscapé
Sinopse: "Em torno dos 30 anos, Elizabeth Gilbert enfrentou uma crise da meia-idade precoce. Tinha tudo que uma americana instruída e ambiciosa teoricamente poderia querer - um marido, uma casa, um projeto a dois de ter filhos e uma carreira de sucesso. Mas em vez de sentir-se feliz e realizada, foi tomada pelo pânico, pela tristeza e pela confusão. Enfrentou um divórcio, uma depressão debilitante e outro amor fracassado, até que se viu tomada por um sentimento de liberdade que ainda não conhecia. Foi quando tomou uma decisão radical - livrou-se de todos os bens materiais, demitiu-se do emprego, e partiu para uma viagem de um ano pelo mundo - sozinha."
    Antes de mais nada, vocês devem saber que a leitura deste livro foi um tiro no escuro. Eu não sabia do que se tratava, não li resenhas ou sinopses antes e muito menos vi o filme. Aliás, o filme foi o que me levou a querer ler o livro: o vi como sugestão no Netflix, quis assistir, mas sabia da existência do livro então optei pela leitura primeiro. Eu pelo menos prefiro ler os livros antes, e vocês? Faz as coisas terem mais sentido. Depois, vocês devem saber que o livro se trata de um relato, ou seja, histórias reais.
    Liz passa por um momento complicado em sua vida, ela não sabe o que quer ou o que realmente é, mas definitivamente sabe o que não quer. Porém é uma mulher confusa e insegura, o que só dificulta na resolução dos seus problemas. Seu casamento falhou e ela está extremamente desgostosa, quando então se apaixona novamente e passa por um relacionamento muito mais complicado e obsessivo que piora cada dia que passa sua condição. Ela decide então sair em busca dela mesma.
    O livro é dividido em três partes de sua história, o que facilita em partes a leitura. Cada uma delas é dedicada a uma viagem de Liz: Itália; Índia e Indonésia. A primeira delas é na Itália, onde Elizabeth desfruta do prazer. Mas até chegarmos no momento em que a viagem em si começa o livro é muito lento e repetitivo, creio que algumas cenas desnecessárias poderiam ser excluídas sem causar muito dano. É sofrimento seguido de sofrimento, a insegurança de Liz chega a irritar muitas vezes e o caminhar lento do roteiro é de dar sono em alguns momentos.
    Tudo melhora quando ela finalmente embarca no avião rumo à Roma. A primeira viagem é incrível: todas as descobertas que ela faz sobre si mesma; todos os esforços para esquecer seu passado turbulento; as amizades que ela faz e até mesmo os pesos extras que ela ganha fazem da primeira parte do livro incrível. É possível ao leitor descobrir muitas coisas também, como se estivesse viajando junto e percorrendo a Itália com ela, não tem como não sentir vontade de largar tudo e sair por aí também em busca de si mesmo e de prazer. O único problema é a obsessão de Liz com o passado dando as caras sempre que o livro evolui. Mas até aqui nada com o que se preocupar.
    A segunda viagem é para Índia, onde Liz dispara em busca de Deus e é também onde o livro começa a ficar mais lento. Suas meditações que não a levam em lugar algum, personagens mal aprofundados e explicações demais sobre religião me fizeram dormir diversas vezes sobre a leitura (um dos motivos pelos quais demorei para terminar o livro). Quando achamos que Liz está amadurecendo e chegando perto do que quer que seja que ela esteja procurando (porque sua busca fica confusa várias vezes, não sabemos se é um Deus ou se é ela mesma quem ela procura) ela volta no passado com crises de carência aguda. Ela não consegue superar nunca e isso é maçante demais, creio que muitos leitores abandonariam o barco neste momento. Mas eu sou persistente e continuei.
    A terceira parte conta sua viagem para a Indonésia e quando eu achei que as coisas iriam melhorar, fui surpreendida com mais enrolação; demora e detalhes chatos. Liz agora, além de uma Guru espiritual, tem um Xamã. O país mudou, mas não sabemos o que ela busca desta vez, já que se considera plena e feliz. Isso me intrigou muito e me deixou completamente furiosa, como é que alguém que adora ser livre e odeia doutrinas, acaba se entregando a uma tão facilmente em 4 meses? Ela nega que não, que não se trata de dogmas, mas ela muda completamente sua personalidade apenas meditando e seu progresso na meditação surge completamente do nada. Ontem ela era péssima em conseguir focar em um mantra, hoje ela teve uma experiência fora do corpo com Deus. Wtf?
    As coisas fazem sentido, quando paramos para analisar bem. O problema do livro é que ele é extremamente lento, mas de repente BUM, acontece alguma coisa e a Liz muda. Além do fato de que ela nunca supera seus problemas amorosos, nas três viagens que ela fez e depois de tantas horas meditando e perdões e conselhos e uma busca incessante por paz espiritual ela continua sendo, no fundo, a mesma Elizabeth insegura e confusa do começo do livro. Apenas mais religiosa e calma.
    O final foi ok, como todo o resto do livro. Não me surpreendeu de forma positiva ou negativa. Concluo dizendo que gostei de alguns personagens e gestos; gostei de algumas cenas e me apaixonei pela Itália através do livro. Só não gostei do livro. Não senti evolução na personagem e odiei principalmente a velocidade dos fatos, me vi voltando várias vezes ao mesmo ponto de partida na leitura. Não sei se pretendo ver o filme, mas é certo que não lerei este livro novamente muito menos o indicarei para outros.

18 comentários:

  1. Oi Thaísa,

    Li este livro a mil anos atrás, e achei que não tinha curtido por motivo de: "ler na época errada" mas já vi que não, achei esta mesma chatura que vc achou, não flui, não evolui, nunca pensei em dar outra chance ao livro, e não pensei em ver o filme também, mas me despertou uma curiosidade agora para saber se é a mesma coisa..
    Bjos!
    Aline Praça
    www.leituravipblog.com

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    1. Aline, ouvi muita gente falar mal do filme e do livro, dizendo que ambos são chatos. Mas só soube disso quando eu já estava lendo, antes só ouvia comentários bons. Vai entender, né? Foi bom tirar minhas próprias conclusões, mas não tenho mais interesse em ver o filme.

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  2. Oi Thaísa,

    Eu não li o livro e nunca quis ler por causa do filme que comecei a assistir e achei uma chatice só, tanto que não terminei, pretendo dá uma segunda chance ao filme pra saber se vale a pena e poder realmente criticar, mas o livro não me conquita.

    Beijos da Lua!
    www.cantinhodelaluna.blogspot.com

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    1. Letícia, eu perdi a vontade que eu tinha de ver o filme lendo o livro. Antes tivesse só visto o filme, né?

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  3. Eu não gosto muito de livros lentos, da preguiça, sono e tédio.
    Pelo que você disse realmente parece um livro sem avanço nenhum, com um final meio 'pronto ta ai', você disse que amou o relato sobre a Itália, e me deu curiosidade porque eu amo a Itália, morro de vontade de ir para lá.

    Vou continuar voltando :*

    http://haironfiree.blogspot.com.br/

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    1. Jenny, se você estiver curiosa pra saber o que ela fala sobre a Itália, acho que iria gostar dessa parte. É bem divertida e dá vontade de comer macarrão e pizza o tempo todo!

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  4. Oie, tudo bem?
    Nunca cheguei a ler o livro e nem assisti ao filme, mas sempre ouvi feedbacks negativos sobre ambos, o que me deixou mais pra baixo pra não ler o livro. Por sua resenha vejo algo diferente e quem sabe darei-lhe uma chance.

    Frases, Trechos e Pensamentos

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  5. Oiii, pelo jeito não irei ler o livro diante do que você comentou sobre a resenha, diminuiu a minha vontade. Portanto, uma amiga minha leu e disse que adorou, diante que algumas partes demonstra a liberdade da mulher. E aí que eu fiquei confusa ahhahahahahaha
    Beijinhos, adorei a sinceridade <3
    segredosliterarios-oficial.blogspot.com

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  6. Eu também sempre prefiro ler o livro antes, e também foi por esse motivo que ainda não assisti o filme.
    Que pena que vc não curtiu o livro, e pelo jeito não curtiu mesmo heim, pois para não querer ler mais e nem indicar kkkkkk Enfim, mas é realmente chato quando um livro tem uma história lenta, isso é de irritar qualquer pessoa.
    Mesmo assim vou conferir.
    bjs

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  7. Oi Thaísa!
    Comecei a ler esse livro pelo mesmo motivo que você: Queria ver o filme, mas como o livro é sempre melhor, acabei lendo a história primeiro. Mas ao contrário de você, me apaixonei por esse livro e ele acabou virando o meu livro preferido da vida. Me identifiquei muito com a Liz, seus problemas, e por isso acabei me envolvendo demais com o enredo. Sempre fico com medo quando vou ler alguma resenha dele porque geralmente é 8 ou 80: ou a pessoa ama demais, ou odeia demais. Acho que pra gostar a gente tem que estar no momento certo.
    Mas ainda assim achei muito boa e muito bem estruturada sua resenha, parabéns.
    E se vc não gostou do livro, não perca tempo vendo o filme. Ele é muuuuito lento e até eu achei um pouco entediante. Hahaha
    Beijos
    Carol
    www.sobrevicioselivros.com

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  8. Oi, Thaísa!
    Eu vejo muitas pessoas elogiando o livro e outras também destacando os mesmos pontos negativos que você. Desenvolvimento lento é, sem dúvida, um fator que desanima o leitor, sem falar no crescimento das personagens. Mas confesso que fiquei interessada pela ideia de expor a realidade de uma pessoa que não sabe o que quer da vida. Acho que embora seja complicado, é o mais acontece com as pessoas - especialmente os jovens.
    Adorei sua resenha, como sempre.

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  9. Oie, tudo bem? Faz bastante tempo que vi o filme, mas confesso que não despertou muito minha atenção. Cheguei a pensar que o livro seria mais interessante, mas pela sua resenha ele deve seguir o ritmo do filme, pouco emocionante e sem grandes tomadas. Pena quando um livro não arranca suspiros da gente. Ótima resenha. Beijos, Érika

    - www.queroseralice.com.br -

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  10. Oie,

    Eu nunca livro, e também nunca senti vontade de lê-lo tinha, sempre o vejo na Americanas, má ele não me chama atenção! Eu sempre gosto de ler o livro primeiro, mas quando eu tenho a chance de assistir ao filme não penso duas vezes e assisto. Acho que eu não leria o livro, ele pareceu ser uma leitura chata, mesmo tendo a Itália ❤.

    Bjs
    Mayla

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  11. Oi!

    Ounn... gosto muito deste livro.
    Tenho apenas a edição de bolso dele mas é um dos meus queridinhos!
    Que pena não ter sido legal a leitura pra você.
    Não é a primeira pessoa que vejo dizer isto.

    Beijinhos...
    http://estantedalullys.blogspot.com.br/

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  12. Já me mandaram ler esse livro, mas todo mundo que eu conheço achou muito tédio essa leitura então eu nunca tive coragem. Não é muito o que eu gosto de ler de qualquer forma.

    http://laoliphant.com.br/

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  13. Oi Tha!
    Esse é um livro do qual sempre escuto falar mas que não tenho muita vontade de ler, pois tenho certeza de que terei uma opinião parecida com a sua, se não pior.
    P.S: Também prefiro ler o livro antes de ver o filme.

    Beijos
    http://ummundochamadolivros.blogspot.com.br/

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  14. Oi Thaísa, tudo bem?
    Vejo sempre alguém falando sobre esse livro, principalmente em séries e filmes mas não consigo me interessar pela obra. Não é algo que me interesse muito.

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  15. Oi, tudo bem?
    Já vi o filme e não gostei da história, acho que não gostaria do livro também, mas até que vale a pena pra conhecer outros lugares e culturas através da leitura.
    BJs

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