Beda 22 | Resenha: Pensei que fosse verdade, Huntley Fitzpatrick

22 de agosto de 2016
   "A ilha de Seashell, onde passei minha vida inteira, é tudo isso e muito mais. No entanto, a única coisa que eu quero é ir embora daqui. Gwen Castle nunca quis tanto dizer adeus à sua ilha natal quanto agora: o verão em que o Maior Erro da Sua Vida, Cassidy Somers, aceita um emprego lá como faz-tudo. Ele é um garoto rico da cidade grande, e ela é filha de uma faxineira que trabalha para os veranistas da ilha. Gwen tem medo de que esse também venha a ser o seu destino, mas, justamente quando parece que ela nunca vai conseguir escapar do que aconteceu – ou da ilha –, o passado explode no presente, redefinindo os limites de sua vida. Emoções correm soltas e histórias secretas se desenrolam, enquanto Gwen passa um lindo e agitado verão lutando para conciliar o que pensou que fosse verdade – sobre o lugar onde vive, as pessoas que ama, e até ela mesma – com o que de fato é."
Título: Pensei que fosse verdade | Autora: Huntley Fitzpatrick | Editora: Valentina | ISBN: 9788558890069 | Páginas: 336 | Skoob | Compre aqui
Livro cedido em parceria com a editora para resenha
    Huntley Fitzpatrick ficou conhecida pelo seu livro "Minha vida mora ao lado" (também publicado pela Editora Valentina), que inclusive foi muito elogiado por vários blogs que eu acompanho. Mas ainda não conhecia a escrita da autora e então resolvi apostar em Pensei que fosse verdade. 
    Gwen é uma garota simples, que vem de uma família complicada. Sua mãe faz faxina pra sobreviver; seu avô pesca o quanto pode pra alimentar a casa e seu pai - separado de sua mãe - tem uma lanchonete onde trabalha duro pra ajudar nos custos de Emory, o irmãozinho mais novo de Gwen que tem certas limitações e precisa de tratamentos frequentes. E também tem Nic, o primo que mora com ela desde muito pequeno. Então pra ajudar na renda familiar Gwen e Nic, assim como todos os jovens  humildes da pequena ilha onde moram, eles aceitam trabalhos de verão. 
    Ela começa a trabalhar como acompanhante na casa da Sra. Ellington, com tarefas simples de cozinhar; ler e levar a senhora para passear na praia com as amigas. Mas acontece que o faz-tudo da ilha neste verão é ninguém menos que Cass Somers, o filhinho de papai que estuda na mesma escola que ela, mas mora na parte rica da cidade. E com quem ela tem um passado complicado. 
    Eu achei o começo do livro bem devagar e comum, eu não tenho problema com clichês, mas estava entediada com aquela história que todo mundo conhece: a garota simples e com a vida desgraçada de N maneiras e que se apaixona pelo cara rico e popular, mas que é educado e a trata como uma princesa. Mas por ter visto vários colegas falando que depois da página 100 o livro melhorava, eu continuei lendo. E ainda bem que continuei. 
    O livro começa a se desenrolar para vários personagens, não só Gwen e Cass. É sobre responsabilidades; sobre passado-presente e futuro; sobre amizade; sobre escolhas certas e erradas e também sobre as besteiras que você faz quando é adolescente. Eu fui me surpreendendo com o rumo que a história tomava a cada página, aos poucos foi deixando de ser um drama de adolescente pra ser  muito mais que isso.     
   "— Borde isso numa almofada. Pinte na sua parede. Mas nunca se esqueça: não seja uma otária. Ferre os outros antes que eles ferrem você." 
    O livro se trata de um Young Adult muito bem trabalhado. Com começo, meio e fim; personagens muito bem construídos e um roteiro que se desenvolveu de forma graciosa. De um romance bobo e adolescente, para um livro maduro do qual a gente tira vários quotes para carregar pela vida toda. Conselhos valiosíssimos sobre a transição da adolescência para a vida adulta, que é uma fase extremamente complicada.
    A escrita da autora é bem bacana, simples, porém sabe nos prender. Terminei o livro com gostinho de quero mais e com saudade dos personagens, mas acho que ela soube concluir muito bem a história e sem deixar pontas soltas. O único ponto negativo do livro é aquele comecinho lento, mas melhora mais ou menos por volta das páginas 60 ou 70 então, se você tiver a paciência pode acabar tendo uma experiência muito boa.
    Não encontrei muitos erros na revisão e o trabalho gráfico da Editora Valentina ficou ótimo, adorei essa capa e, gente, vamos combinar que essa lombada colorida ficou uma graça né? Dei nota 4 para o livro e fico feliz que tenha gostado mais dele do que eu imaginava de início.
    "Que o fato de você sempre ter tido uma coisa, não significa que você sempre vai tê-la. Que o que você sempre quis nem sempre é o que vai querer".

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