Resenha: Feios, Scott Westerfeld

4 de agosto de 2016
    "Tally está prestes a completar 16 anos, e ela mal pode esperar. Não por sua carteira de motorista – mas para se tornar bonita. No mundo de Tally, seu aniversário de 16 anos traz uma operação que torna você de uma horripilante pessoa feia para uma maravilhosa pessoa linda e te leva para um paraíso de alta tecnologia onde seu único trabalho é se divertir muito. Em apenas algumas semanas Tally estará lá. Mas a nova amiga de Tally, Shay, não tem certeza se ela quer ser bonita. Ela prefere arriscar sua vida do lado de fora. Quando ela foge, Tally aprende sobre um lado totalmente novo do mundo dos bonitos – que não é tão bonito assim. As autoridades oferecem a Tally sua pior escolha: encontrar sua amiga e a entregar, ou nunca se transformar em uma pessoa bonita. A escolha de Tally faz sua vida mudar pra sempre."
Título: Feios #1 | Autor: Scott Westerfeld | Editora: Galera Record | ISBN: 9788501050809 |  Páginas: 224 | Skoob | Compre aqui

Livro cedido em parceria com a editora para resenha
    Oi oi gente? Eu tive que encaixar esta resenha por aqui no meio do BEDA por alguns motivos, aliás, estava muito ansiosa pra escrever sobre esse livro. Quem me acompanha sabe o quanto eu me apaixonei pelo gênero Distopia quando li a trilogia Divergente e logo em seguida fui adicionando vários outros livros distópicos na minha lista de desejados. Feios era um deles e então eu resolvi aproveitar a nova edição, cuja capa desagradou muitos fãs, para enfim ler.
    O contexto criado pelo autor é de fácil compreensão. Basicamente os Feios são pessoas como nós, normais e com defeitos. Até os 16 anos. Ao atingir tal idade todos passam por uma cirurgia e deixam Vila Feia para morarem em Nova Perfeição, pois eles são agora Perfeitos e sua única preocupação é se divertir. Muito.
    Tally tem um melhor amigo, Peris, que se tornou perfeito alguns meses antes dela. E neste tempo sozinha no dormitório ela fez uma nova amizade: Shay. Mas o problema é que Shay não quer se tornar perfeita, ela não vê problema algum em viver para sempre com a aparência que tem e então, quando as duas estão prestes a completar dezesseis anos e passar pela operação, Shay decide que não é isso que ela quer pra sua vida e foge. E Tally, tendo se recusado a ir junto acaba vendo seu sonho de se tornar perfeita desmoronar porque se ela não ajudar as autoridades a descobrir para onde sua amiga foi ela corre o risco de ficar feia para sempre.
     A escrita do autor me conquistou desde o início do livro. É simples e única ao mesmo tempo. A narrativa flui muito bem e em momento algum fica maçante ou confusa. O autor soube muito bem apresentar ao leitor o universo que criou sem dar a impressão de "informação demais" ou com muitas lacunas, também. Aos poucos as coisas iam se encaixando. Feios se trata de uma distopia futurística, de aproximadamente trezentos anos na nossa frente e a tecnologia foi algo que me surpreendeu bastante: ele não exagerou, mas soube incrementar elementos muito interessantes.
    O livro é um dedo na ferida, basicamente. Ele fala dos padrões de beleza de uma forma que eu nunca vi ser feita antes. O mundo retratado no livro é um mundo onde humanos normais como nós que se isolaram por não saberem aceitar uns aos outros com suas diferenças e singularidades. Eu digo que é um dedo na ferida porque esse problema é real. Ta aí pra todo mundo ver e precisa de solução!
    Eles criaram uma cidade onde todos tem, graças ao avanço científico, a oportunidade de serem perfeitos e completamente proporcionais. Ninguém se destacaria mais que o outro, ninguém seria mais bonito que o outro e assim todos sairiam ganhando. Na teoria é tudo muito bonito mesmo, mas aos poucos Tally passa a descobrir que as coisas não são bem do modo como ela imaginava e que o mundo em que ela vive é muito maior do que lhe foi permitido ver.
    Em alguns momentos eu senti que "faltou alguma coisa" que eu ainda não sei dizer exatamente o que é, mas posso garantir que foi tão pouco que o livro merece quatro estrelas ao menos. Não foi o mais arrebatador que eu li neste ano, mas pela criatividade do autor; pela narrativa ótima; construção de personagens e principalmente pela crítica à ditadura da beleza eu gostaria de recomendar à todos vocês que confiem um pouco que seja no meu gosto literário. Ou que simplesmente gostem de livros críticos.

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