Resenha: As Crônicas de Medusa, Stephen Baxter e Alastair Reynolds

5 de setembro de 2016
   "Quando um ataque terrorista ameaça o cruzeiro Sam Shore na virada do século XXI para o XXII, não há ninguém que possa fazer nada. Nem mesmo o capitão da Marinha Mundial Howard Falcon, um ser humano aprimorado, parte homem, parte máquina. Então um pequeno robô que servia bebidas, com suas falas limitadas e sua autonomia reduzida, se prontifica a resolver a situação. Com isso, iniciam-se discussões sobre o grau de independência das máquinas, que podem se tornar ferramentas ainda melhores do que já são. Até que ocorre um acidente em um posto de trabalho no cinturão de Kuiper. Falcon vai até lá e encontra uma máquina chamada Adam cuja inteligência artificial parece torná-la consciente, um indivíduo. O capitão sabe que isso significa que as máquinas daquele setor serão desativadas para que o risco de completa independência seja evitado, por isso recomenda que todas fujam para que se desenvolvam longe da influência da humanidade. Comandadas por Adam, elas vão embora. Porém, muitos anos depois elas voltam, e esse é o começo de séculos atribulados na relação entre homens e máquinas."
Título: As Crônicas de Medusa | Autores: Stephen Baxter e Alastair Reynolds  | Editora: Record | ISBN: 9788501107435 | Páginas: 434 | Skoob | Compre aqui

Livro cedido em parceria com a editora para resenha

   Eu estava muito ansiosa pra ler este lançamento da Record, porque apesar de eu adorar filmes de Ficção Científica, eu raramente leio algo do gênero. As Crônicas de Medusa é uma sequência de um conto "Encontro com Medusa", do já falecido autor, Arthur C. Clarke. Os autores desta continuação foram autorizados para escrevê-la.
   A narrativa é feita na terceira pessoa e, embora o livro seja muito bem escrito, a leitura não fluiu pra mim do modo como eu imaginava. Foi densa e lenta, demorei muito pra conseguir ler tudo e em alguns momentos o livro é detalhista demais, porém eu continuei a leitura pelo fato de ter gostado do enredo.
   Na década de 2090 Howard Falcon sofreu um acidente gravíssimo e quase morreu, mas foi salvo por alguns médicos que usaram uma tecnologia de ponta nas cirurgias. Falcon voltou, mas não mais como um humano e sim como um ciborgue de habilidades extraordinárias. Parte homem, parte máquina. Agora, Falcon é o comandante da Marinha Mundial.
   Quando o cruzeiro em que ele está, na virada do século XXI para o XXII, sofre um atentado terrorista, um robô acaba ficando preso no casco da embarcação que está prestes a explodir e a tarefa de salvá-lo e desativar a bomba é uma missão praticamente suicida. Nem Falcon está a altura de solucioná-la e, portanto, quando um outro robô qualquer se lança no mar para desacoplar a bomba, inicia-se uma discussão sobre as maquinas poderem realizar tarefas que os humanos não podem e sobre a hipótese de ser dada a elas mais autonomia.
    Adam é um mero robô e trabalha numa usina de extração de gelo. Ele sabe que, mais cedo ou mais tarde, um acidente vai acontecer, mas que ele não pode impedir, pois a desativação das máquinas só é permitida quando há alguma vida humana em risco. Então ele acaba sofrendo pela perda de vários colegas, também robôs, porque não consegue salvá-los. Mas é exatamente quando ele sofre que desenvolve algo parecido como consciência, além de experimentar algo que os humanos nunca previram para as máquinas: sentimentos. Principalmente o sentimento de culpa.
    Apesar de ter se desenrolado bem devagar pra mim, gostei das reviravoltas do enredo e da parte científica. Ambos autores escrevem muito bem e deixaram a história sensacional, recomendo muito pra quem gosta do gênero ou pra quem está tentando sair um pouco da zona de conforto. 

12 comentários:

  1. Cara, eu curti MUITO a sinopse desse livro. Adoro sci-fi e adoro essas piras de robôs desenvolvendo sentimentos e autonomia (meu lado otaku já começa a gritar "Ergo Proxy" sempre que vejo algo assim). Esse tema cria um leque gigantesco de focos de tensão e debates legais, então eu realmente espero que os autores tenham conseguido explorar bastante os detalhes do assunto.
    Sentimentaligrafia

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    1. Cela, esse é o tipo de livro que eu acredito MUITO que você vá gostar!

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  2. Olha! Se fosse para mim comprar esse livro, seria pela capa e por que fala de robô.
    Atualmente estou mudando aos poucos meus estilo literário e já li alguns livros desse gênero. Achei muito legal o tema abordado que você cita, ou seja, que eles ficam se perguntando das questões da robótica. Já estou curioso e está anotadinho aqui.

    Atenciosamente Um baixinho nos Livros.

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  3. Oiiii lindinha, como vai?
    Garota eu AMEI a sinopse, eu confesso que essa capa já me pegou de jeito e vendo a sua resenha, a edição fiquei louca aqui e adoraria ter a oportunidade de realizar a leitura, fico muito feliz diante de tanto livro bom que tu sempre traz aqui no blog para a gente conhecer <3
    Beijinhos

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  4. Olá,
    Gosto muito de ficção científica tanto em filmes quanto em livros.
    Desconhecia a obra e achei bem legal os autores darem continuidade ao conto Encontro com Medusa.
    Achei super interessante a abordagem dos sentimentos pelos robôs e fiquei bem curiosa em relação ao tal acidente e as perdas sofridas por Adam.

    http://leitoradescontrolada.blogspot.com.br/

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  5. Também achei que o desenvolvimento é lento, mas é um livro muito bom. Foi interessante ver como os outros dois autores conseguiram continuar algo de um autor tão famoso e bem renomado.
    www.belapsicose.com

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  6. Oiiii!!!
    Não conhecia o livro ainda. Eu não gosto muito de história que tem o desenvolvimento lento, eu acabo demorando o dobro do tempo para ler.
    Eu até gosto de ficção cientifica, mas de outro tipo, quando envolve robôs eu não me interesso muito.
    Beijos

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  7. Olá Thaisa, apesar do enredo bem interessante eu estou evitando leituras lentas e densas, ando demorando tanto para ler livros mais fluidos que acho que ia demorar um mês com esses mais descritivos, mas vou anotar a dica e quem sabe no futuro eu não de uma chance para ele =)

    http://meumundo-meuestilo.blogspot.com.br/

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  8. Leio esses autores ja ha alguns anos..Reynolds tem uma serie fantastica chamada Revelation Space e Baxter inumeros livros fantasticos..como the Time Ships e a fantastica serie da Sequencia Xeelee...uma gigantesca Space Opera que vai do inicio ao fim do universo e o papel da raca humana nesse drama cosmico..entao ao saber que os dois se uniriam para escrever um livro jun tos..ainda mais continuando e homenageando o mesrre Arthur Clarke...foi um sonho virando realidade..que ficou maior ao ver eles finalmente traduzidos para o portugues..que venham mais livros deles..

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  9. Oi Thaísa,

    Putz, eu entrei na sua resenha esperançosa de que este livro fosse tirar minha birra com o Stephen Baxter. Já li algumas coisas dele mas a leitura nunca engrena. Tive a mesma sensação que você, de que a coisa não flui. Uma pena este livro ter repetido o padrão!

    Um beijo,
    Ruh Dias
    perplexidadesilencio.blogspot.com

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  10. confesso que fiquei bem curiosa pra conferir essa obra... apesar de você não ter curtido tanto, pelo desenvolvimento um pouco lento e talz... mas sci-fi eu costumo ler aos poucos mesmo, ir absorvendo a história sem pressa, acredito que vou gostar do livro... mas é preciso ler o conto de Clarke antes de ler esse?
    Adorei a capa, tão bonita ^^
    bjs, Thai :)

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  11. Achei a premissa pra lá de interessante! Sou cientista e fã de livros/filme de sci-fi, logo esse me atraiu bastante, mesmo tendo essa narrativa lenta. Me lembrou muito o filme/livro "Eu, Robô", mas sem a pegada "máquinas assassinas revoltadas". Procurarei com certeza!

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