Entrevista com a autora FML Pepper

9 de março de 2017
Meu encontro com a autora na Bienal do Livro de 2016 em São Paulo

    Olá meus amores, preparados pra mais um dia de #SemanaDasMinas? Voltei e hoje com um post maravilhoso: tive a honra de entrevistar uma das minhas autoras favoritas da vida. Fml Pepper. Quem me acompanha já deve saber o carinho que eu tenho pelos livros dela e na última Bienal, em São Paulo, eu tive o prazer de conhecê-la pessoalmente e essa semana tive uma conversa maravilhosa e muito divertida com a autora. Ela falou um pouco sobre os preconceitos e desafios que enfrentou por ser uma autora mulher e também sobre as novidades que tem planejados pra nós leitores! 

1 - Como foi pra você publicar um livro num meio que é, em sua maioria, masculino?
Pepper: Dois únicos preconceitos que eu tive na literatura foram: o primeiro, com certeza, pelo fato de ser autora nacional. Os leitores, eles não ficam preocupados se você é mulher ou você é homem de início. Os leitores inicialmente tem mais questão de "Ah, autor nacional, não vou ler" "Não quero". Então quando eu comecei, há quatro anos, colocando os meus e-books lá na plataforma da Amazon as pessoas tinham preconceito por eu ser uma autora nacional. E não por ser uma mulher, ou por ser homem.


2 - Já vivenciou algum preconceito por ser mulher no meio editorial? Se sim, qual?
Pepper: Assim que eu lancei, um dos preconceitos relacionados à obra que eu tive, foi o fato de eu estar escrevendo fantasia, num universo com muita ação, num universo onde era realmente dominado por homens. Ali as pessoas falavam "Pô, mas livro de fantasia é escrito por homem", obviamente que tinha a minha amada, apaixonante, J.K Rowling ali pra me dar um respaldo e pra mostrar "Ei, mulheres escrevem excelentes fantasias" e depois, a Cassandra Clare também entrou. Mas curiosamente, depois que você começa a mostrar que a sua fantasia é boa, uma fantasia onde pode ter guerreiros, pode ter lutas, pode ter tudo e ainda sim ter uma pegada feminina. Eu acabei criando um nicho muito curioso daquelas mulheres que jamais se imaginando lendo sobre guerreiros, com lutas.

3 - Você já recebeu críticas por trabalhar com o ponto de vista de um personagem masculino?
Pepper: Não, não tive preconceito algum por escrever do ponto de vista masculino. Meu marido até diz que eu escrevo muito melhor do ponto de vista masculino que do feminino, que eu consigo colocar uma voz mais forte até nesses personagens e curiosamente eu sinto isso também. Como se eu conseguisse falar melhor através de alguns personagens masculinos. Mas não, muito pelo contrário, as leitoras pedem "Pelo amor de Deus, faz o ponto de vista do Richard, do Joe, do padeiro, do açougueiro".

4 - Acha que o mundo editorial desvaloriza as autoras?
Pepper: Também não. Não acho que o mercado editorial desvalorize as mulheres por serem mulheres. Pelo contrário, acho que é um meio onde mulher tem força para igual aos homens. A prova ta aí, a quantidade de autoras que lançam livros e que são famosíssimas no mundo: Julia Quinn; Lauren Kate; Becca Fitzpatrick; Cassandra Clare; J.K Rowling; Kiera Kass; Suzanne Collins, fora as nacionais, então tem muita autora boa. Acho até que tem mais mulher que homem, não sei não.

5 - Qual é a maior dificuldade para mulher quando ela inicia no meio editorial?
Pepper: Honestamente, eu não vejo diferença do homem pra mulher nesse tipo de mercado. Eu acho o mercado editorial muito democrático pra mulher. Porque a força está nas palavras então, sua força está ali, se você é uma autora e a sua palavra é mais forte que a do autor é ela que vai te dar destaque. Então a nossa força, as nossas armas estão na caneta. Sua arma é igualzinha a do autor masculino, então eu acho muito democrático.

6 - Quando nós vamos ser presenteados com mais obras suas? E o que você tem planejado, quais são os seus planos pro futuro?
Pepper: Eu sou muito lenta pra escrever, por uma série de fatores. Mas sim, tenho novidades, trata-se de um romance com uma pegada sobrenatural, mas com muita ação. Bem meu estilo, cheio de reviravoltas. Tem muita coisa, uma pegada policial, mas não é policial, nada disso. Enfim, tem muita coisa envolvida, muito diferente, não tem nada a ver com Não Pare! É um livro único, chamado Treze.

3 comentários:

  1. Acho que parece algo bem comum essa questão do preconceito com as autoras quando elas decidem escrever livros de fantasia e ação, acho isso bem escroto, mas infelizmente é o que ocorre né?

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  2. Eu nunca li nada da autora e preciso mudar isso né? Sempre encontro resenhas dela por ai e fico curiosa. E gostei desse bate papo!

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  3. TREZE VEM! Ah que entrevista maravilhosa, eu amo a Pepper, ela é um amor de pessoa *-* e ainda bem que vem livro novo por aí porque eu estava ansiosa!

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