Um gato de rua chamado Bob, James Bowen

20 de março de 2017
"James é um músico de rua lutando para reerguer-se. Bob É Um Gato de Rua à procura de um lugar quente para dormir. Quando James encontra Bob no corredor de seu prédio, não tem ideia do quanto sua vida está prestes a mudar. Ele, despretensiosamente, cuida de Bob e, depois, permite que o gato siga seu caminho, imaginando que nunca o verá novamente. Mas Bob jamais o abandonaria... “Um Gato de Rua Chamado Bob” é uma sensação internacional, permaneceu na lista dos mais vendidos na Inglaterra por 52 semanas consecutivas e foi publicado em 26 países ao redor do mundo. Uma história comovente de superação sobre uma improvável amizade entre um homem e o gato que o adotou e transformou sua vida completamente."
Título: Um gato de rua chamado Bob | Autor: James Bowen | Editora: Novo Conceito | Ano: 2016 (A segunda edição) | Páginas: 208 | Nota: 5 | Skoob

Livro cedido pela editora para resenha

    A verdade é que eu não sei por onde começar esta resenha, tampouco sei onde ela vai me levar. Estou olhando pra tela há algum tempo com medo de não conseguir expressar o quanto este livro mexeu comigo. Quando eu terminei a leitura, e fiquei por algum tempo parada pensando na magnitude dele em vários aspectos e desejando que mais pessoas pudessem conhecer esta obra. 
    O livro é autobiográfico, ou seja, a história é mesmo real e escrita pelo próprio James, que sobreviveu pra nos emocionar com uma história tão espetacular. Foi exatamente isso o que me chamou a atenção para o livro de imediato. Como é que algum dependente químico, extremamente pobre e vivendo nas ruas pode ser salvo por um gato? Pensei comigo. Outra coisa que me fez querer muito ler é que, quando eu recebi o livro havia acabado de adotar o Aslam, o gato das fotos, e isso só despertou minha curiosidade.
     A escrita de James é bem leve e amadora, mas muito fácil de digerir e envolvente também. Devido ao fato de tudo ser real, mais parece um diário, ele está simplesmente nos contando resumidamente o que houve com ele e como ele conheceu Bob. Mas essa verdade é o que deixa tudo tão emocionante, sensível e profundo. A empatia que o livro gera é imediata e de um peso significante: sentimos agonia, medo, dor junto de James. Cheguei a me emocionar por várias vezes durante a leitura.
    A realidade que um morador de rua vive, a luta pela sobrevivência é tão mais desesperadora do que fazemos ideia e ver então a maneira como James foi forte e persistente na sua luta por sobriedade é de se orgulhar. A vontade dele de querer estar limpo já que agora ele tem uma responsabilidade é prova viva de duas coisas: nada é impossível quando você deseja de todo o seu coração e dá o seu melhor e não existem desculpas para abandonar um bichinho na rua, nem mesmo sua condição financeira.
    Permaneço encantada e quase que sem palavras, o livro é muito emocionante. Não há como não se envolver, não sentir junto e não torcer. É uma história sobre amizade e superação, sobre a capacidade que os animais têm de despertar a nossa melhor versão de nós mesmos e o quanto um bichinho destes pode mudar completamente a nossa vida quando nós menos esperamos. 
    Recomendo o livro quer você tenha ou não um gato. Que seja um cachorro, um hamster ou qualquer outro bicho de estimação que você tiver: leia. Sinta. Se apaixone por Bob e por esta história de vida que serve como um exemplo em inúmeros sentidos.  

Um comentário:

  1. Oi, Thaísa. Tudo bem?
    Primeiramente, que fotos amorzinho e que gatinho fofo!
    Segundo, eu amo esse livro, li quando a primeira edição foi lançada, há uns anos atrás e fiquei muito feliz por terem feito uma adaptação, que quero muito assistir. Eu sou amante dos animais e muito sensível ao sofrimento deles, mas o modo como esse livro inverte os papéis e mostra que o Bob salvou o James, é muito lindo!

    Beijinhos, Hel.
    Leituras & Gatices

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