A mulher perfeita é uma vaca, Anne-Sophie e Marie-Aldine Girard

24 de julho de 2017
   "Todo mundo conhece uma mulher perfeita, aquela de modos requintados, corpo esbelto, ativa, culta, sem olheiras... e insuportável. Já você passa a vida toda lutando contra a balança, o chocolate, a preguiça de ir à academia, a falta de tempo, os planos que não dão certo. Você está sempre em busca da perfeição e, no fim, só o que consegue é se sentir infeliz. Pois saiba que ser perfeita é uma ilusão — e o pior: não evita celulite nem flacidez. Ao contrário, pode fazer muito mal à saúde e causar depressão. Este livro é o guia definitivo para as mulheres imperfeitas — ou seja, para todas as mulheres. Com ele você aprenderá a enxergar em si mesma as qualidades que a mulher perfeita jamais terá: por exemplo, saber como manter a dignidade mesmo estando de pileque, ter a consciência de que um quilinho extra pesa menos em uma alma mais leve e que para conseguir as respostas certas basta não fazer as perguntas erradas. Um manual prático e infalível criado pelas gêmeas Anne-Sophie e Marie-Aldine Girard, que reuniram nessas páginas todo um vasto conhecimento obtido a partir de extensas pesquisas, levantamentos detalhadíssimos e muitos happy hours com as amigas. As duas abusam da ironia e do humor ácido para derrubar os complexos que mais atormentam as mulheres e ensinar a cultivar uma autoestima indestrutível. Leia e entre definitivamente no mundo das mulheres imperfeitas que sabem desfrutar a vida!"
Título: A mulher perfeita é uma vaca | Autoras: Anne-Sophie e Marie-Aldine Girard | Editora: Intrínseca |  Ano: 2015 | Páginas: 160 | Nota: 3/5 | Skoob

   Eu não costumo ler autoajuda, na verdade eu nem mesmo gosto do gênero, mas quando se trata de títulos assim, sensacionalistas, às vezes eu até me interesso. A mulher perfeita é uma vaca já estava na minha lista há seculos, desde que eu vi a resenha em algum blog por aí (vocês vão me perdoar, mas eu não lembro exatamente onde foi) e a Yara Guez resolveu me surpreender e me deu o livro de presente no dia do amigo, então esta resenha é dedicada a Yara linda e maravilhosa! 

   O livro, escrito por duas irmãs gêmeas, cumpre quase tudo o que a sinopse diz sobre ele. É um guia para tirarmos de vez da cabeça a ideia de que deveríamos ser perfeitas ou que não somos boas o suficiente por não sermos o padrão de mulher que a mídia nos impõe. Ou seja: tá tudo bem se você deixou de caber naquela calça maravilhosa número 38 porque comeu um pedaço a mais de bolo de cenoura com cobertura de chocolate, tem uma passagem no livro que diz "uma mulher que não engorda é uma mulher que não come!".

   Carregado de um humor ácido e muito sarcasmo, o livro é muito gostoso de ler, rápido e leve. Me fez sentir muito menos culpada por não ser a filha, namorada ou mulher perfeita. Eu já pensava assm antes, que não precisava ser 100% o tempo todo, mas o livro reforçou a ideia na minha cabeça e desde então tenho me cobrado menos. Porque mesmo sabendo que o ser humano é falho, é um fato de que a mulher quando falha é muito mais cobrada que o homem. Então pra quê cobrar a si mesma o tempo todo se as pessoas já vão fazer isso por você de qualquer maneira? 

   A única coisa que eu, como feminista, não gostei no livro foi a falta de empatia. Ele passa, em alguns momentos, a ideia de querer nos colocar contra às mulheres que são consideradas "perfeitas", quando na verdade deveria passar a ideia de que cada uma de nós somos perfeitas do nosso jeito, com nossas manias, costumes e crenças. Por quê deveríamos considerar uma vaca aquela amiga que fez um bolo maravilhoso pra confraternização da empresa quando você mal sabe cozinhar um ovo? Tá errado, o fato de a colega ser boa em algo que nós não somos não faz dela uma vaca. 

   No final, nada de novo sob o sol, eu já sabia de quase todos os conselhos dados na obra, mas foi uma leitura gostosa e divertida (achei muito bacana algumas piadas e expressões) e que fez um reforço no propósito de ser eu mesma e me sentir bem assim. Tudo bem vestir 44, não preciso ter inveja da amiga que veste 36, sou bonita do meu jeito!

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