Fazendo as pazes com o corpo, Daiana Garbin

28 de novembro de 2017
"Uma jornada para vencer a relação doentia com a comida e a obsessão pela forma perfeita. “Para conseguir ser magra, já fiz tudo o que você pode imaginar. Tomei todos os tipos de remédios para perder peso e controlar o apetite: anfetaminas, tarja preta, fórmulas e medicamentos fitoterápicos, passando por remédios para diabetes. Tomei laxantes, diuréticos, calmantes, ansiolíticos, estimulantes, soníferos e também aquele medicamento que tira 30% da gordura dos alimentos, mas que, ao menor descuido, faz você sujar as calças sem perceber. Fiz todas as dietas que existem, da proteína, da lua, do abacaxi, dos dias ímpares, do jejum. Já fiquei dois anos sem comer carboidratos. Tentei vomitar depois das refeições, mas não consegui. Desejei ter anorexia, mas não resistia muitos dias sem comer. Fiz diversos tratamentos estéticos e confesso que já fiz três cirurgias de lipoaspiração – e ainda precisei pegar empréstimo bancário para pagar esses procedimentos e fiquei endividada até as orelhas por muitos anos. *** Escrevi este livro para dividir com você como os acontecimentos que deram origem aos meus problemas foram se sobrepondo até culminarem em uma situação insustentável, e como, a partir daí, comecei a aprender a respeitar o meu corpo e a fazer as pazes com a comida e com a saúde. Vou mostrar tudo o que fiz para conseguir gostar do que eu enxergo no espelho, para desenvolver meu amor-próprio, para ter prazer de comer sem culpa, sem excessos e sem restrições, e para, sobretudo, me aceitar como eu sou, com todos os meus defeitos e qualidades."

 Título: Fazendo as pazes com o corpo | Autora: Daiana Garbin | Editora: Sextante | Páginas: 168 | Nota: 5/5 | Skoob | Compre aqui 

   Eu nunca fui gorda, mas nunca estive feliz com o meu corpo. Sempre foi - e ainda é -  uma luta constante pra eu me aceitar e me sentir bem comigo mesma, minha auto estima é extremamente baixa e por isso eu me identifiquei tanto com a obra da Daiana. Alta, com "corpão", mas que se sentia gorda e queria ser magrinha como as outras meninas. Senti que era exatamente o que eu precisava ler nessa época de transição, onde eu resolvi adotar uma vida mais saudável e "fitness" se é que eu posso assim dizer. 

   Quando eu comecei a ler fiquei pensando comigo mesma, nossa mas a Daiana era gorda aonde? Por que se sentia de tal forma? Essa mulher é louca. Mas conforme ela conta sua história e eu fui me identificando vi que era exatamente da mesma forma que eu me sentia. Muitas pessoas consideram drama, frescura, mas o que elas não sabem é que existem vários tipos de transtornos alimentares e eles começam assim, de maneira inofensiva. Eu mesma não conhecia a maioria deles até ler o livro.

   A escrita da autora é convidativa, apesar de se tratar de um tema tão delicado e íntimo, ela soube deixar a leitura leve e nada cansativa. Além de contar sua história, o livro explica quais são os mais diversos tipos de transtornos alimentares, quais seus sintomas e como eles refletem na vida inteira de uma pessoa. Muito informativo, com bastante conteúdo importante. 

   O objetivo de Daiana, acredito eu, era deixar claro a mensagem de que a relação física e emocional da comida é inegável e que devemos ter cuidados especiais com a nossa alimentação. Além de reforçar a ideia de com não somos nem precisamos ser perfeitos ou manipulados pelo padrão de beleza que a mídia impõe, o importante é mantermos a saúde em primeiro lugar. Comer com responsabilidade, comer bem e comer sem culpa.

Um comentário:

  1. Esse livro não me chamou a atenção em um primeiro momento, mas lendo sua resenha achei interessante a proposta dele e fiquei curiosa pela mensagem que ele traz.

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