A Pérola que Rompeu a Concha, Nadia Hashimi

by - quarta-feira, fevereiro 21, 2018



Sinopse: “Filhas de um viciado em ópio, Rahima e suas irmãs raramente saem de casa ou vão à escola em meio ao governo opressor do Talibã. Sua única esperança é o antigo costume afegão do bacha posh, que permite à jovem Rahima vestir-se e ser tratada como um garoto até chegar à puberdade, ao período de se casar. Como menino, ela poderá frequentar a escola, ir ao mercado, correr pelas ruas e até sustentar a casa, experimentando um tipo de liberdade antes inimaginável e que vai transformá-la para sempre. Contudo, Rahima não é a primeira mulher da família a adotar esse costume tão singular. Um século antes, sua trisavó Shekiba, que ficou órfã devido a uma epidemia de cólera, salvou-se e construiu uma nova vida de maneira semelhante. A mudança deu início a uma jornada que a levou de uma existência de privações em uma vila rural à opulência do palácio do rei, na efervescente metrópole de Cabul. A pérola que rompeu a concha entrelaça as histórias dessas duas mulheres extraordinárias que, apesar de separadas pelo tempo e pela distância, compartilham a coragem e vão em busca dos mesmos sonhos. Uma comovente narrativa sobre impotência, destino e a busca pela liberdade de controlar os próprios caminhos.

Título: A Pérola que Rompeu a Concha | Autora: Nadia Hashimi l Editora: Arqueiro | Ano: 2017  | Páginas: 448 |  Skoob  | Nota: 5/5

   Este livro é sobre não uma, mas duas histórias que estão entrelaçadas entre o tempo,  Rahima e Shekiba separadas através de 5 gerações, suas histórias têm muito em comum.
   Rahima mora em uma pequena aldeia no interior do Afeganistão e vem de uma família com mais 4 irmãs, seu pai e sua Madar-jan (mãe)  em um país onde o nascimento de um menino na família é considerado muito importante. Seu pai era um viciado em ópio e a cada dia estava mais instável e deixando a família na miséria. Sem saber aonde encontrar ajuda Madar-jan decide recorrer a uma antiga tradição, o  bacha posh. Onde uma menina poderia se “transformar” em um garoto se ainda estivesse na idade certa, antes de ser considerada uma “adolescente” digamos. E essa tradição era usada para suprir a necessidade da família de ter um garoto e Madar-jan poderia contar com ele para os afazeres em que seu pai a estava deixando sem contribuição. Desta forma ela se tornou Rahim, por um tempo.

  Rahima enquanto garota era proibida de ir a escola, assim como suas irmãs, os garotas costumavam persegui-las e seus pais tinham medo que isso manchasse sua reputação. Enquanto ficavam em casa, sua tia irmã de Madar-jan as visitava com frequência, ela se chamava Khala Shaima e havia nascido com um grave defeito na coluna e por isso ela nunca conseguiu se casar. As meninas adoravam as histórias que ela contava e foi assim que descobriram a história de Shekiba.
   Assim como Rahima, Shekiba também viveu em uma pequena aldeia no interior do país com seus pais, irmãos e irmãs. Um certo dia quando ainda era apenas uma garotinha, Shekiba sofreu um acidente com uma panela que estava no fogo. Este incidente acabou desfigurando metade do seu rosto, gerando cicatrizes irreparáveis. Apesar disso eram uma família muito feliz e ela era amada por seus pais, até que em 1910 com a infestação da cólera, levará toda sua família ficando apenas ela e o pai que mais tarde não aguentou a enorme tristeza.


   Com isto ela passou a viver na casa de sua avó, onde era muito maltratada e tratada como um monstro por causa de seu rosto. Seus familiares tinham uma dívida a saldar com um negociante e venderam Shekiba na esperança de se livrar da garota, mas nem mesmo a nova família quis ficar com ela, entregando a como um presente ao Rei (Shekiba em sua língua, significa “presente”) e mais uma vez ela se mudou, Shekiba o ‘presente” que era sempre passado a diante.
No castelo ela se tornou um guarda, que cuidava do harém do Rei, onde todos os guardas eram na verdades mulheres que se passavam por homens. E foi assim que a história de Rahima e Shekiba se ligaram.

É uma história bastante edificante, que nos faz ser gratos por viver em um lugar aonde já alcançamos grande liberdade, ainda que o machismo e a discriminação estejam presentes em todos os lugares independente do país. Nos mostra a luta e a força de duas mulheres corajosas que desafiaram a própria sorte.

“Uma história maravilhosa de resistência em uma cultura que não valoriza as mulheres. A escrita de Nadia Hashimi evoca a de Khaled Hosseini.” – Book Reporter


“Nadia Hashimi nos agracia com uma história familiar sensível e bela. Seu cativante relato é um retrato do Afeganistão em toda a sua desconcertante e enigmática glória e um espelho das lutas ainda atuais das mulheres afegãs.” – Khaled Hosseini, autor de O caçador de pipas.

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