Nossa Música, Dani Atkins

by - segunda-feira, março 19, 2018

Foto: Minha Vida Literária

Sinopse:
"Ally e Charlotte poderiam ter sido grandes amigas se David nunca tivesse entrado em suas vidas. Mas ele entrou e, depois de ser o primeiro grande amor (e também a primeira grande desilusão) de Ally, casou-se com Charlotte. Oito anos depois do último encontro, o que Ally menos deseja é rever o ex e sua bela esposa. Porém, o destino tem planos diferentes e, ao longo de uma noite decisiva, as duas mulheres se reencontram na sala de espera de um hospital, temendo pela vida de seus maridos. Diante de incertezas que achavam ter vencido, elas precisarão repensar antigas decisões e superar o passado para salvar aqueles que amam. Com a delicadeza tão presente em seus livros, Dani Atkins mais uma vez nos traz uma história de emoções à flor da pele, um drama familiar comovente que não deixará nenhum leitor indiferente."

Título: Nossa Música | Autora: Dani Atkins | Editora: Arqueiro | Ano: 2017 | Páginas: 368 | Nota: 3/5 | Skoob 

  Nossa Música, confesso, me atraiu pela capa. Jurei pra mim mesma que iria parar de escolher os livros pelas capas lindas e maravilhosas e cá estou eu vos falando isso logo de cara. Pá. Este foi o meu primeiro contato com a autora, nunca tinha lido nada da Dani apesar de ela estar na minha lista há um bom tempo. Vamos ver o que eu achei disso aí.

   Já comecei a leitura braba porque com os meus botões eu pensei: Charlotte estava ali de boa, casada e vivendo a vida que planejou durante anos com o homem que amava (David) e de repente um romance do passado (Ally) aparece e coloca seu casamento e sua vida toda pra jogo. Mas o buraco é mais embaixo gente: não bastasse David se apaixonar por uma e casar com outra as duas eram amigas. Amigas. Tá entendendo? Daí quando o destino resolve cruzar o caminho dos quatro (Porque Ally também é filha de Deus e também se casou com Joe) começa a dar treta e a partir daí o livro se desenvolve. 

   Demorei dias pra me prender na história, não sei se o problema fui eu ou a narrativa. Mas enrolei por dias e dias pra levar a leitura a diante. Achei maçante e sem sal por um bom tempo, talvez por conter capítulos muito extensos ou alternar muito a linha do tempo, fragmentando a história em quatro: Ally adolescente; Ally adulta, Charlotte adolescente e Charlotte adulta. O único personagem que me conquistou mesmo foi Joe, porque com os outros não consegui estabelecer um vínculo.

   Da metade pro final do livro a escrita foi fluindo melhor, com a ajuda de reviravoltas que sempre movimentavam a história. Fui aos poucos me animando, ansiando pelo desfecho dessas duas famílias e torcendo pela sobrevivência dos personagens David e Joe. Estava tudo indo perfeitamente bem, conforme o esperado.

   Foi quando eu tive certeza da decepção. O final foi extremamente previsível, antes de eu chegar no fim do livro de fato, eu já sabia o que iria acontecer. Foi extremamente óbvio e corriqueiro, nada novo sob o sol literalmente. Senti que a autora forçou, quis lacrar com um encerramento triste e dramático sem ter a necessidade. 

    Não foi o pior livro que eu já li, não foram os piores personagens e nem a pior ideia. Mas o conjunto de tudo isso não deu certo, virou uma farinhada seca e sem vida. É um romance bom pra ler durante uma viagem, só pelo prazer de ler mesmo, recomendo pra vocês que gostam de finais padrãozinhos e dentro do previsível. 

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