Legend, Marie Lu

by - segunda-feira, abril 30, 2018


Sinopse: "O que antes fora o Oeste dos Estados Unidos é agora o lar da República, uma nação perpetuamente em guerra com seus vizinhos. Nascida em uma família de elite em um dos distritos mais ricos da República, a adolescente de quinze anos June, é um prodígio prometida ao sucesso no mais alto círculo militar do país. Nascido nas favelas, o adolescente Day é o criminoso mais desejado do país. Mas sua motivação pode não ser tão maliciosa quanto parece. De mundos muito diferentes, June e Day jamais cruzariam o caminho do outro, até o dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado e Day se torna o principal suspeito. Presos em um jogo de gato e rato, Day está correndo para salvar a vida de sua família, enquanto June deseja vingar a morte de Matias. Mas em uma chocante reviravolta, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu, e até onde seu país está disposto a ir para guardar seus segredos."

Título: Legend | Autora: Marie Lu | Editora: Rocco | Ano: 2014 | Páginas: 256 | Skoob | Nota: 5/5

  Já faz algum tempo desde a última vez em que eu resenhei uma distopia aqui no blog, não é mesmo? Há alguns meses eu resenhei Jogos Vorazes lá no canal (que se você ainda não for inscrito aproveita e vai lá agora se inscrever), mas hoje eu vim contar pra vocês o que eu achei de Legend, o primeiro livro da trilogia de mesmo nome e que foi o meu primeiro contato com a autora Marie Lu. 

   June é da elite e tirou a pontuação máxima de 1.500 na Prova. Uma prova em que as crianças são submetidas ao completarem 10 anos de idade onde os aprovados tem direito à estudos no ensino médio e também em faculdades e aqueles que reprovam são mandados para os campos de trabalho. Viram operários da República, o governo totalitário da nação. Já Day, bom, ele nasceu nas favelas e foi reprovado na prova, mas ao invés de ser mandado para os campos de trabalho ele foi dado como morto e aproveitou a deixa para viver fora do controle da República. 


  Nas primeiras páginas do livro a autora te vende duas histórias completamente diferentes, com capítulos alternados entre o ponto de vista de June e de Day você acaba enxergando os dois lados da mesma moeda. Porém logo no começo você já consegue prever qual o lado errado da história, mas o interessante é que você não sabe o por quê e nem como então tal curiosidade te suga pra dentro do livro. Eu li em apenas uma sentada, foi impossível largar a leitura pela metade. 

  O livro trata de questões que ainda são muito atuais na nossa política e que podemos comparar com a crise política que existe no nosso país. Como por exemplo a questão da saúde só para os ricos (já que estão querendo por um fim no sus) e também como a questão de educação, levando em conta que quem não passa no ENEM nem mesmo consegue o diploma do ensino médio e várias outras semelhanças. É um dedo na ferida, uma crítica social pesada que me deixou refletindo por horas. 

    June passa a questionar todas as verdades nas quais acreditou desde criança, por em prova tudo o que lhe foi ensinado e começa a se perguntar quem é o verdadeiro vilão da história. Enquanto Day é injustiçado e precisa descobrir a verdadeira causa das pragas que atinge não só a sua como várias outras famílias das favelas. Juntos eles vão se enfrentar, se relacionar, se atrair e tentar se unir conta o mesmo inimigo. O sistema. Mas a forma como a autora conta a história é o X da questão, é simplesmente genial. 

   Cheguei nas últimas páginas sem acreditar como cada peça se juntou perfeitamente. Fiquei extasiada e mal posso esperar para ler o próximo volume, Prodigy. 


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