A libélula no âmbar, Diana Gabaldon

by - quarta-feira, junho 27, 2018


"Dois personagens inesquecíveis - Claire Randall e Jamie Frazier - estão de volta com uma história de aventura e amor que atravessa séculos... Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo... e sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII. O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Mesmo com tudo o que conhece sobre o futuro, será que ela conseguirá salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?"

Título: A libélula no âmbar | Outlander #2 | Autora: Diana Gabaldon | Editora: Arqueiro | Ano: 2018 | Páginas: 880 | Skoob | Nota: 4/5 | Livro cedido em parceria com a editora para resenha

Resenha anterior: A viajante do tempo

   Oie gente, tudo bem? Me empolguei tanto com a leitura do primeiro volume de Outlander que não pude esperar e no mesmo dia comecei a leitura de A libélula no âmbar e talvez esta resenha contenha alguns spoilers caso você ainda não tenha lido o primeiro livro da série e chegou aqui por acaso. 

   Devo confessar que no começo o segundo volume me deu um banho de água fria, começamos já com Claire de volta ao seu tempo e com uma filha de 20 anos. Não gostei nem um pouco da escolha da autora, preferia que Claire tivesse continuado com Jamie, mas ao decorrer das páginas comecei a pensar que haveria alguma razão para ela ter voltado e fiquei curiosa para descobrir qual era, de forma que devorei o livro o mais rápido que pude.

   Este segundo livro é separado em duas partes temporais, uma no século XX onde o livro começa e Claire acaba se reencontrando com Roger (neto do reverendo), agora um adulto, e pede a ele que descubra quais os sobreviventes da batalha de Culloden na esperança de que Jamie tenha sobrevivido. Junto a isso ela acaba revelando à Brianna que Frank, quem a criou, não é seu pai verdadeiro. Depois disso voltamos ao século XVIII, como um flashback em que descobrimos como Jamie e Claire viveram após fugirem das Terras Altas para Paris a fim de ajudar o Príncipe Charlie a recuperar o trono da Escócia.

   Mesmo que a minha vontade fosse de ler o livro todo em questão de horas, a narrativa foi mais lenta que a do primeiro livro, fazendo com que eu demorasse toda uma semana para terminá-lo. São muitos personagens novos, um cenário diferente e, portanto, deixa o leitor um pouco perdido nas primeiras páginas. Porém o contexto histórico é espetacular, a questão política da época é muito bem abordada, tornando a leitura muito interessante.


   Já para o casal Claire e Jamie as coisas não vão muito bem, eles passam muito tempo afastados devido aos deveres de Jamie e a gravidez de Claire, que a impede de acompanhá-lo. Com isso muitas inseguranças surgem e eles vão precisar ser fortes para superar uma avalanche de situações difíceis pelas quais eles são surpreendidos. Algumas cenas entre eles foram muito emocionantes e avassaladoras, é impossível não se apaixonar e torcer pelo amor dos dois.

   Apesar de não me incomodar de forma alguma com a narrativa detalhista, ainda acho que Diana inseriu nos livros muitas coisas um tanto desnecessárias. Detalhes são ótimos e passa a segurança de que a autora tem todo o controle do universo que criou, mas em alguns momentos eles serviram apenas para preencher as páginas.

   Outra coisa que me deixa extremamente incomodada é o fato de Diana abusar demais do elementos que violam a mulher, como estupros; agressões físicas e competitividade. Sabemos que a época era extremamente misógina e patriarcal, porém sinto que falta um pouco de sensibilidade por parte da autora ao tratar o assunto. No estupro que Jamie sofreu no primeiro volume o trauma do personagem foi muito bem trabalhado, porém o mesmo não acontece com as personagens mulheres violentadas. Minha esperança é de que isso melhore no decorrer dos próximos livros, mas apesar das ressalvas enormes, devo ressaltar que não se trata de uma leitura ruim nem de longe.

   Continuo encantada pelo universo criado, amando todo o contexto em que a história acontece e apaixonada pelos personagens. Os livros de Outlander são intensos, não sendo de fácil leitura, porém avassaladores.

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2 comentários

  1. Oi! Adorei a resenha... eu vivo um dilema sobre essa série... pq são muitos livros, mas cada vez mais vejo muitas coisas boas sobre ela. To inclinado a começar a ler... mais um pra lista... hahah socorro!! bj

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    1. Junior, eu estava na mesma situação que você, não sabia se lia ou não por conta da quantidade de livros e o tamanho deles, mas acabei me rendendo...

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